PRR: Mais 163 milhões de euros pagos aos beneficiários na última semana
O total de pagamentos ascende agora a 14.463 milhões de euros, o que corresponde a 66% do valor aprovado e a 65% do contratado, revelou o documento da Estrutura de Missão Recuperar Portugal.
Com os maiores valores recebidos estão as empresas (5.215 milhões de euros), as entidades públicas (2.898 milhões de euros) e as autarquias e áreas metropolitanas (2.304 milhões de euros).
Seguem-se as empresas públicas (1.502 milhões de euros), as escolas (655 milhões de euros), as instituições do ensino superior (582 milhões de euros), as instituições da economia solidária e social (495 milhões de euros), as instituições do sistema científico e tecnológico (433 milhões de euros) e, por último, as famílias (379 milhões de euros).
Por sua vez, as aprovações de projetos estão em 24.916 milhões de euros, acima dos 24.575 milhões de euros anteriormente reportados.
A liderar as aprovações de projetos estão também as empresas (8.872 milhões de euros), seguidas pelas entidades públicas (4.676 milhões de euros) e pelas autarquias e áreas metropolitanas (4.673 milhões de euros).
Destacam-se ainda as empresas públicas (2.588 milhões de euros) e as instituições do ensino superior (1.000 milhões de euros).
Abaixo disto estão as escolas (992 milhões de euros), as instituições da economia solidária e social (884 milhões de euros), as instituições do sistema científico e tecnológico (734 milhões de euros) e as famílias (497 milhões de euros).
Até quarta-feira, o PRR recebeu 538.160 candidaturas, sendo que 507.645 foram analisadas.
A execução do PRR segue nos 75%. Na segunda-feira termina o prazo final para a execução do plano.
Esta sexta-feira, o Governo vai apresentar, em Lisboa, um balanço da execução do PRR.
O presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, Pedro Dominguinhos, disse, numa entrevista à Lusa, hoje divulgada, que Portugal aumentou as probabilidades de execução do plano a 100% e que os últimos dias não serão decisivos, mas adiantou que as obras vão continuar mesmo após agosto.
Esta situação vai verificar-se, por exemplo, nas escolas, centros de saúde e residências estudantis.
Pedro Dominguinhos defendeu ainda que Portugal está obrigado a preparar-se para o pós-plano, avisando que o desafio é a pressão adicional sobre o Orçamento do Estado já que os projetos ainda requerem verbas.
Mais importante do que os próprios investimentos é a capacidade de os manter porque é assim que se medem os resultados e os impactos que eles provocam na economia e na sociedade, disse, acrescentando que esta deve ser para Portugal "uma obrigação", recordando que Bruxelas foi enfática ao afirmar que os investimentos devem ser mantidos para os fins que foram financiados, pelo menos, durante cinco anos.
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