Relatório da Semana de 4 dias nos Açores será alvo de “análise aprofundada”
O Governo Regional dos Açores da AD levou a cabo um projeto-piloto da semana de quatro dias ao nível da função pública: 400 funcionários de 14 departamentos, testaram desde janeiro um horário de trabalho reduzido.
Os Açores são a primeira região em Portugal e a sexta no mundo a experimentar esta organização do trabalho na Administração Pública.
À semelhança do piloto realizado no continente em 2023 junto de empresas privadas , entre as quais o Centro Infantil Maria de Monserrate, em Lisboa, primeira creche do mundo a testar a semana de trabalho de quatro dias (S4D), o piloto açoriano teve a duração de seis meses, terminando no final de junho.
O Relatório foi tornado público na quinta-feira, 8 de outubro.
Pode consultar aqui as principais conclusões e a conversa do Jornal Económico com coordenadora, Rita Fontinha, professora na Henley Business School, Universidade de Reading.
Délio Borges, Diretor Regional da Organização, Planeamento e Emprego Público da Região Autónoma dos Açores, diz ao JE o que vai o Executivo fazer ao Relatório.
O que vai o Governo fazer com o Relatório que lhe foi entregue pelo Grupo de Trabalho? O relatório apresentado pela equipa científica será agora objeto de análise aprofundada e reflexão estratégica.
As conclusões robustas e evidências produzidas no âmbito deste projeto- -piloto constituirão um importante contributo para a definição e aperfeiçoamento das futuras políticas de gestão de recursos humanos e de organização dos processos de trabalho na Adm.
Pública Regional dos Açores.
Quais os vossos próximos passos? A Administração Pública Regional enfrenta desafios estruturais significativos, entre os quais se destacam a promoção de modelos de flexibilidade laboral, o rejuvenescimento de uma administração periférica e arquipelágica marcada por um elevado envelhecimento dos seus recursos humanos, a crescente dificuldade de atrair e recrutar jovens para várias carreiras, a valorização do bem-estar dos trabalhadores e da conciliação entre a vida profissional, pessoal e familiar, bem como a necessidade de reforçar a produtividade, a eficiência e a qualidade dos serviços públicos aos cidadãos.
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