Oncologia. Porto acolhe Encontro de Jovens Investigadores
O núcleo Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC-NRN) acolhe na quinta-feira o Encontro Nacional de Jovens Investigadores em Oncologia, para mostrar que a investigação pode ser o motor do diagnóstico, tratamento e cura, disse esta terça-feira o presidente.
“A investigação pode ser o motor porque começam a aparecer, cada vez mais, novos dados e fórmulas que permitem um melhor diagnóstico e um melhor tratamento, um tratamento mais adequado, que dê uma sobrevivência e uma cura mais adequada ao cancro”, disse Vítor Veloso, em declarações à agência Lusa.
Para o presidente, o foco na investigação “está a ser conseguido de forma muito positiva”, mas “de uma maneira lenta”.
“A Liga Espanhola Contra o Cancro tem qualquer coisa como 50 milhões de euros para investigação, porque tem empresas que subsidiam esses 50 milhões. Em Portugal, efetivamente, não há ainda essa cultura. Mas se as nossas empresas, que têm lucros às vezes fantásticos, canalizassem alguns destes lucros para investigação seria importante. E o Estado também deveria ter um comprometimento muito grande, muito maior, com esta causa”, defendeu o médico oncologista.
Na quinta-feira, a LPCC-NRN organiza, no Porto, o 8.º Encontro Nacional de Jovens Investigadores em Oncologia , evento que inclui o Prémio Liga Inovação no valor de 10.000 euros para o melhor trabalho de investigação em oncologia e se destina a um projeto a desenvolver em 2026/2027.
Destacando que este encontro é destinado a jovens investigadores, Vítor Veloso insistiu na necessidade de o Estado e privados apoiarem a investigação em oncologia, até para evitar que “grandes cérebros nacionais” se vejam “obrigados a procurar laboratórios estrangeiros”.
“Em Portugal, muitos não conseguem qualquer subsídio, qualquer apoio, então vão para outra profissão que não tem nada a ver com a sua paixão, com aquilo que gostariam de fazer, ou vão mesmo para fora do país. Deveria haver maiores incentivos e um maior número de bolsas, mas isso não se verifica, provavelmente também devido à conjuntura económica e política do mundo”, lamentou.
[Dois meses após o desaparecimento, e já depois de o genro, Raymond Quendoz, lhes ter anunciado que ia divorciar-se dela, os Silva Pais recebem finalmente notícias da filha. Annie está bem. Recusa dar detalhes sobre o seu paradeiro mas há cada vez mais evidências de que fugiu do marido para se juntar à revolução cubana. E, se isso aconteceu, uma coisa é certa: Annie tem de ter tido a ajuda e o aval do próprio Fidel Castro. Resta apenas saber porquê. Já pode ouvir o segundo episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador.
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