Afinal, o que é o ‘benefício’ do Douro Vinhateiro e porque gera controvérsia no setor
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Afinal o que é o "benefício" do Douro, qual o peso na rentabilidade do viticultor e em toda a cadeira vitivinícola? Como funciona, quem tem direito e quem contesta?
Qual o valor do ‘benefício’ da campanha deste ano e como tem evoluído?
É a quantidade máxima de mosto generoso que cada produtor da Região Demarcada do Douro pode destinar para vinho do Porto.
O quantitativo é definido todos os anos, antes da vindima , pelo Conselho Interprofissional, órgão consultivo do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) que reúne representantes da produção e do comércio. “Basicamente, o ‘benefício’ estabelece um limite de produtividade para cada uma das parcelas, que é definido anualmente pelo Conselho Interprofissional”, explica António Filipe, presidente da Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP) ao ECO/Local Online.
A decisão é depois divulgada no “ Comunicado de Vindima Anual na Região Demarcada do Douro” . Para a vindima deste ano, o IVDP fixou a produção de mosto generoso na Região Demarcada do Douro em 76.000 pipas, cada uma com 550 litros, o equivalente a 57 milhões de quilogramas de uvas .
Este sistema foi criado para controlar a produção de vinho do Porto, e garantir um equilíbrio entre a quantidade de vinho que a região produz e aquilo que o mercado consegue absorver. Há mais uma razão particularmente importante: assegurar a qualidade das uvas destinadasà produção do fortificado.
Mas há uma fronteira a ter em conta. O próprio IVDP adverte que o ‘benefício’ “ não é uma licença para produzir vinho em geral , mas sim “uma quota anual de mosto que pode ser transformado em vinho do Porto”.
Proxima Pergunta: Qual o valor do ‘benefício’ da campanha deste ano e como tem evoluído?
Este ano o IVDP autorizou a produção de 76 mil pipas de vinho do Porto na Região Demarcada do Douro, o equivalente a 57 milhões de quilogramas de uvas , traduzindo-se em mais mil pipas do que em 2025.
Mas não o suficiente para tranquilizar os viticultores da região que veem o “cartão de benefício” encolher ao longo dos anos, à medida que as vendas e o consumo do fortificado recuam a nível mundial, numa tendência que se arrasta há 26 anos.
O ‘benefício’ tem vindo a cair das 104 mil pipas em 2023, para as 90 mil em 2024 e as 75 mil em 2025, numa quebra em três anos de 29 mil pipas (cada uma de 550 litros, ou seja, o equivalente a 41 milhões de litros).
O volume total de ‘benefício’ é definido todos os anos, antes da vindima, pelo Conselho Interprofissional do IVDP. A decisão tem por base um conjunto de variáveis, que vão desde a evolução das vendas de vinho do Porto, passando pelas prespetivas do mercado até os stocks existentes na produção e no comércio .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.