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Governo estima que IA possa valer 8% do PIB e cortar 60% ao tempo dos licenciamentos

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Governo estima que IA possa valer 8% do PIB e cortar 60% ao tempo dos licenciamentos

A inteligência artificial não vai ficar à porta do Estado, nem deverá ser tratada apenas como uma ameaça ao emprego.

A garantia é de Gonçalo Saraiva Matias, ministro Adjunto e da Reforma do Estado, que levou à conferência Futuro do Trabalho 5.0 , organizada pelo ECO, uma mensagem de aceleração.

As estimativas da Estratégia Nacional de Inteligência Artificial apontam, disse, para ganhos equivalentes a “cerca de 8% do PIB” , num país onde a adoção pelas empresas continua a ser baixa.

O ministro defende que a tecnologia deve funcionar como “instrumento auxiliar do humano e da produtividade humana” , sem ignorar o impacto nas profissões qualificadas.

Na advocacia, deu como exemplo tarefas que demoravam semanas e podem agora ser feitas em segundos, o que poderá, admite, reduzir a contratação de jovens para algumas funções, pelo menos numa primeira fase.

“Provavelmente pode haver aqui um ajustamento”, reconhece, embora espere que a criação de novas necessidades compense a perda inicial de empregos .

“Estamos a construir uma plataforma chamada Licencia com inteligência artificial, para ser o único ponto de entrada e de gestão de todos os licenciamentos, construção ambiental e industrial.

Ora, isto permite-nos reduzir, pelas minhas estimativas, em pelo menos 60% o tempo de um licenciamento em Portugal, de uma fábrica, de um edifício, de uma casa” Gonçalo Saraiva Matias Ministro Adjunto e da Reforma do Estado É na Administração Pública que o Governo quer testar parte dessa promessa, nomeadamente com a chegada da plataforma Licencia , apoiada em IA e destinada a concentrar licenciamentos da construção, ambientais e industriais.

A iniciativa poderá reduzir “em pelo menos 60%” o tempo destes processos , garante o ministro.

Porém, a decisão final continuará nas mãos de pessoas.

“Aquilo que demora verdadeiramente tempo é a instrução do processo e a tramitação”, explica.

“Licencia com IA” vai cortar em 60% o tempo de espera Ler Mais Há uma mudança de mentalidade nas empresas Nas empresas, a transformação já começa a mexer na organização do trabalho, mas Pedro Gomes, CEO da TP Portugal, rejeita a ideia de que a primeira consequência seja o desaparecimento do emprego.

“O trabalho não desaparece.

Muda de composição” , afirma.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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