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Economia

Urânio: Portugal tem mais uma riqueza no subsolo que recusa avaliar

Jornal Económico ·
Urânio: Portugal tem mais uma riqueza no subsolo que recusa avaliar

Portugal tem mais uma potencial riqueza no seu subsolo que recusa avaliar.

Depois do petróleo, gás e lítio, o país rejeita avaliar o potencial do urânio.

O urânio existe no subsolo nacional, mas é preciso fazer mais avaliações para perceber o seu potencial.

Mas há um historial: durante 90 anos o país produziu rádio e urânio, com 60 minas em atividade, tendo terminado com o encerramento da mina da Urgeiriça, distrito de Viseu, em 2001.

“Portugal tem potencial de urânio, aliás, é talvez o único potencial mineiro que se encontra relativamente conhecido”, disse ao Jornal Económico Mário Guedes, ex-diretor da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).

“ Não é nada de muito especial, mas tem potencial para gerar alguns projetos mineiros”, aponta.

O especialista em minas destaca o projeto de Nisa, distrito de Portalegre, onde “há muito trabalho de prospecção realizado até 2000”.

E também na Horta da Vilariça, distrito de Bragança, onde há uma “ocorrência mineral que faria todo o sentido ser alvo de mais prospeção”.

“Se em 2000 o projeto de Nisa era rentável, basta imaginar agora.

Mas é um projeto pequeno que duraria cerca de 15 anos e com um impacte ambiental positivo.

Uma vez que atualmente o urânio encontra-se à superfície que corre risco de afetar as zonas mais próximas”, segundo o antigo líder da DGEG.

“Mas nunca haverá um projeto de extração de urânio em Portugal.

A opinião pública é fortemente contra.

O país perdeu a ambição de ser rico”, considera Mário Guedes.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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