"Portugal condena veementemente os ataques russos" e mantém "firme apoio"
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português condenou "veementemente", os ataques russos desta madrugada contra a Ucrânia, que fizeram 16 mortos e dezenas de feridos.
O ministério tutelado por Paulo Rangel expressou, numa nota deixada nas redes sociais em inglês e em português, "solidariedade ao povo ucraniano e às famílias das vítimas", reiterando o "firme apoio" português à Ucrânia.
Portugal condena veementemente os ataques russos desta madrugada contra Kyiv, que provocaram 16 mortos e várias dezenas de feridos. Expressamos a nossa solidariedade ao povo ucraniano e às famílias das vítimas, reiterando o nosso firme apoio à Ucrânia. @andrii_sybiha
Pelo menos 16 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas nos ataques com mísseis russos a Kyiv esta madrugada, de acordo com o Serviço de Emergência da Ucrânia.
O alerta de ataque aéreo permaneceu ativo até às primeiras horas da manhã, com ataques a atingirem 12 locais nos distritos de Darnytskyi, Sviatoshynskyi e Solomianskyi, em Kyiv, danificando edifícios residenciais, uma instalação médica e uma instituição de ensino. As equipas de emergência deslocaram-se para o local e retiraram várias pessoas dos escombros.
No distrito de Solomianskyi, os dois últimos andares de um prédio residencial de nove pisos foram destruídos e deflagraram incêndios noutros andares. Pessoas ficaram também presas em dois edifícios residenciais e num abrigo escolar.
A Rússia intensificou os ataques com mísseis balísticos contra a capital para esgotar as reservas de defesa aérea de Kyiv.
A cidade dispõe de sistemas limitados capazes de intercetar ameaças balísticas, enquanto o fornecimento de mísseis para os sistemas de defesa aérea Patriot, de fabrico norte-americano, permanece limitado.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha autorizado a Ucrânia a obter licenças para produzir sistemas de defesa aérea Patriot, mas mais tarde reverteu essa decisão.
Entretanto, a Ucrânia intensificou a sua própria campanha de ataques de longo alcance contra depósitos de armas, instalações militares e outros alvos estratégicos no interior do território russo, procurando reduzir a capacidade de Moscovo para manter os ataques às cidades ucranianas.
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