Epstein: Juiz rejeita tentativa de Ghislaine Maxwell em anular condenação
O juiz Paul Engelmayer determinou que as alegações de Maxwell eram baseadas em "especulação, distorções e/ou mentiras descaradas".
Numa decisão escrita, o juiz considerou "demonstravelmente sem mérito" o pedido de 'habeas corpus' apresentado por Maxwell, que alegava possuir "novas provas substanciais" suscetíveis de justificar a anulação da condenação e a sua libertação.
"Não há nenhum facto que Maxwell conteste de forma justa que tenha qualquer potencial para perturbar o resultado do seu julgamento", acrescentou o juiz.
Maxwell apresentou em dezembro um pedido de 'habeas corpus' no qual alegava que, durante o julgamento de 2021, foram ocultadas informações que poderiam ter conduzido à sua absolvição e que o júri recebeu falsos testemunhos.
A antiga companheira e associada do empresário predador sexual Jeffrey Epstein argumentava que o efeito acumulado destas alegadas violações constitucionais tinha resultado num "completo erro judiciário".
Os pedidos de 'habeas corpus' são habitualmente utilizados como um dos últimos mecanismos judiciais para contestar uma situação de prisão, depois de esgotadas as vias normais de recurso, como aconteceu no caso de Maxwell.
Jeffrey Epstein, um financeiro milionário, foi detido em julho de 2019, acusado de tráfico sexual, e encontrado morto no mês seguinte numa cela de uma prisão federal em Nova Iorque, enquanto aguardava julgamento.
Maxwell foi detida em 2020 e condenada em dezembro de 2021 por crimes relacionados com tráfico sexual, tendo posteriormente sido sentenciada a 20 anos de prisão.
Em julho de 2025, foi interrogada pelo segundo mais alto responsável do Departamento de Justiça norte-americano e, pouco depois, transferida de uma prisão federal na Florida para um estabelecimento prisional no Texas.
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