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Incêndios. Calor de setembro fere seis bombeiros em apenas dois dias

Notícias ao Minuto - País ·
Incêndios. Calor de setembro fere seis bombeiros em apenas dois dias

O calor que assola o país, e que colocou vários distritos do país em alerta, já deixou seis bombeiros feridos.

Depois de um verão relativamente calmo em relação a incêndios, o fim da estação, e temperaturas acima do normal, vieram complicar a vida dos bombeiros nos últimos dias.

Dezenas de concelhos estão há vários dias a registar temperaturas elevadas e o perigo de incêndio rural vai manter-se muito elevado em algumas regiões pelo menos até ao final da próxima semana.

Nos últimos dois dias, um incêndio na Trofa e outro nas Caldas da Rainha já deixaram vários operacionais de combate hospitalizados.

No domingo, deflagrou um incêndio na Trofa, que chegou ao concelho da Maia.

As chamas deixaram três bombeiros feridos, disse fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), dois deles por traumatismos e um por golpe de calor.

O incêndio, que deflagrou na tarde desta segunda-feira, obrigou, ainda, à retirada de 40 alunos e três funcionários da Escola da Vila, em Paiço. O fogo foi dominado pelas 21h28.

Já na madrugada de hoje, num incêndio que mobilizou mais de uma centena de operacionais no Salir do Porto, nas Caldas da rainha, feriu outros três bombeiros.

"Três bombeiros foram transportados ao serviço de urgência do hospital por situações de trauma e uma situação de exaustão", disse o comandante dos bombeiros das Caldas da Rainha, Nelson Cruz.

Dois bombeiros, das corporações das Caldas da Rainha e da Benedita, "foram socorridos no hospital das Caldas da Rainha, já tiveram alta e encontram-se bem", afirmou o comandante. "Uma bombeira da corporação de S. Martinho do Porto foi transportada em estado de exaustão e foi transferida para o Hospital de Torres Vedras, onde ainda se encontra internada", acrescentou.

Note-se que o adjunto de operações Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Carlos Mata, assinalou, esta segunda-feira, que o país poderá ser assolado por novas ignições, à semelhança do que aconteceu no fim de semana, uma vez que “as noites estão bastante quentes e com fraca humidade, o que dificulta em muito a extinção dos incêndios e também colabora para que progridam com maior velocidade”. Ainda assim, o responsável garantiu que “todos os meios [estão] empenhados”.

“De acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), esta situação meteorológica e sinótica vai manter-se pelo menos até ao final desta semana. Uma vez que vai existir vento forte, não existe recuperação noturna, ou seja, as noites estão bastante quentes e com fraca humidade, o que dificulta em muito a extinção dos incêndios e também colabora para que progridam com maior velocidade, devido ao vento”, explicou, em declarações à imprensa.

Carlos Mata não excluiu ignições como as do fim de semana, razão pela qual a Proteção Civil mantém “o estado de prontidão especial para o dispositivo de combate de nível três”.

Segundo o IPMA, a subida gradual de temperatura, desde sábado, deve-se "à influência de um anticiclone localizado a norte dos Açores, que se entende em crista até ao Golfo da Biscaia, promovendo o transporte de uma massa de ar de origem continental (quente e seco) sobre a Península Ibérica".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.

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