Função Pública acredita que Governo tem “margem” para aumentar mais o subsídio de refeição em 2027
Os trabalhadores da Função Pública acreditam que o Governo tem “margem” para aumentar o subsídio de refeição, em 2027, para lá dos 6,30 euros previstos no acordo plurianual, avançou ao ECO o secretário-geral da Federação de Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesap), José Abraão.
O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) pediu até uma antecipação da subida daquele abono para 6,45 euros, mas diz preferir aumentos salariais .
Mais cética, a Frente Comum admite recorrer à greve caso o Executivo não responda às reivindicações da federação sindical , afeta à CGTP, e única que não subscreveu o pacto de valorização dos trabalhadores da Administração Pública assinado entre o Governo de Luís Montenegro e as estruturas sindicais afetas à UGT (Fesap e STE).
As três federações sindicais reúnem-se esta segunda-feira com o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, naquele que é o segundo encontro para a negociação geral anual dos salários para 2027.
Depois de, na primeira reunião, o Governo não ter apresentado uma resposta concreta às reivindicações sindicais , as estruturas esperam agora conhecer a posição do Executivo sobre a possibilidade de ir além das atualizações previstas no acordo plurianual.
Governo adia decisão sobre aumentos no Estado acima de 2,3% Ler Mais “Queremos acreditar que o Governo, como tudo indica, tem margem para ir mais além” , afirma José Abraão.
O secretário-geral da Fesap defende que o Executivo deve aproveitar esta negociação para melhorar as condições remuneratórias dos trabalhadores, tendo em conta “a evolução da inflação, do custo de vida e das rendas”.
Em particular, a federação sindical quer uma atualização mais expressiva do subsídio de refeição, depois de, em 2025, não ter havido qualquer aumento deste abono.
Embora o acordo plurianual estabeleça uma subida de apenas 15 cêntimos, para 6,30 euros em 2027, José Abraão considera que o Governo pode ir mais longe.
“Há margem para aumentar o subsídio de refeição.
É uma urgência, uma necessidade.
Propusemos um aumento para 10 euros, agora o Governo que diga até aonde pode ir” , desafia o dirigente sindical.
De salientar que o valor do subsídio de refeição para a Administração Pública serve de guia para o montante isento de IRS que é pago no privado.
Assim, uma atualização mais generosa na Função Pública também poderia beneficiar os restantes trabalhadores.
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