domingo, 11 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Últimas

General Cartaxo Alves desvaloriza oferta de carta de condução para recrutar jovens para as forças armadas

Diário de Notícias ·
General Cartaxo Alves desvaloriza oferta de carta de condução para recrutar jovens para as forças armadas

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) desvaloriza a oferta da carta de condução como forma de recrutar jovens, considerando que não são “pequenas ofertas” que vão diferenciar a carreira militar e pedindo foco na retenção.

“Acho que isso [oferecer a carta de condução] não são soluções.

Não é com pequenas ofertas que vai diferenciar as Forças Armadas.

E os jovens têm que vir porque se sentem atraídos por uma carreira diferenciada, completamente diferente das outras, mas que tem um propósito”, realçou o general João Cartaxo Alves, em entrevista à agência Lusa.

Em causa está a criação de um programa cívico-militar proposto pelos partidos que suportam o Governo (PSD e CDS-PP) em maio, que visava atrair jovens entre os 18 e os 23 anos para as Forças Armadas.

O programa teria uma duração de três a seis semanas e permitiria aos jovens que o concluíssem uma retribuição de cerca de 400 euros e a “possibilidade de obtenção gratuita da carta de condução, em estabelecimentos militares habilitados”.

O projeto foi aprovado no parlamento em maio, mas não tem força de lei, constituindo-se como uma recomendação ao Governo.

Questionado sobre a ideia, o general Cartaxo Alves desvalorizou este tipo de oferta como forma de atrair mais jovens: “Quem quiser servir o seu país, quem quiser ter uma vida com um propósito, aí sim encontrará nas Forças Armadas algo superior a ele mesmo”.

A prioridade, de acordo com o CEMGFA, não está no recrutamento de militares mas sim na retenção.

Cartaxo Alves alertou que, até pelo atual contexto internacional, Portugal não pode estar constantemente a formar militares que após seis anos (duração do regime de contrato) acabam por abandonar as fileiras.

Cartaxo Alves salientou que a formação de um militar atualmente é mais demorada face às evoluções tecnológicas e que os ramos têm que trabalhar para “reter esse talento”.

O general apontou para melhorias nas condições de habitação ou no acesso à saúde militar como fatores que podem ajudar neste objetivo.

Interrogado sobre se já é possível dizer que as Forças Armadas estão a inverter a tendência de queda no número de militares, o general Cartaxo Alves foi cauteloso: “Estamos numa fase de transição”.

“Não estamos ainda onde queremos estar, com os objetivos que definimos, estamos sim nesse caminho [de aumento]”, acrescentou, com o número de militares a rondar os 24 mil.

Ler a notícia completa no Diário de Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

Mais em Últimas

Ver tudo ›