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Paulo Macedo diz que tecnologia “não elimina riscos tradicionais” e acelera a sua transmissão

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Paulo Macedo diz que tecnologia “não elimina riscos tradicionais” e acelera a sua transmissão

Numa intervenção feita no âmbito da conferência sobre os resultados do Programa de Avaliação do Setor Financeiro (FSAP) do Fundo Monetário Internacional (FMI) para Portugal, que decorreu esta terça-feira em Lisboa, o presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, afirmou que a tecnologia “não elimina os riscos tradicionais”, podendo antes amplificar a velocidade da sua transmissão — um incidente cibernético ou operacional pode afetar rapidamente o comportamento dos clientes e a estabilidade dos depósitos.

“O sector bancário português parte de uma posição de força, mas o desafio reside na gestão dos riscos tradicionais do balanço num sistema financeiro interligado, cada vez mais rápido, digital e multifacetado.

A monitorização dos riscos e a preparação para as crises devem também evoluir à mesma velocidade”, disse Paulo Macedo.

A CGD tem hoje 2,6 milhões de clientes digitais ativos, com 99% das transações financeiras realizadas através de canais digitais.

O banqueiro resumiu a sua leitura dos resultados do FSAP na fórmula “confiança sem complacência”: a banca portuguesa parte de uma posição de força, mas terá de fazer evoluir a monitorização de risco ao mesmo ritmo de um sistema financeiro cada vez mais rápido, digital e interligado.

O presidente executivo da Caixa, defendeu ainda que o sistema bancário português está hoje “fundamentalmente mais forte” do que estava durante a crise da dívida soberana, numa conferência sobre os resultados do Programa de Avaliação do Setor Financeiro (FSAP) do Fundo Monetário Internacional (FMI) para Portugal.

Questionado sobre os resultados dos testes de esforço de solvência do FSAP — que apontam para uma banca resiliente mesmo em cenários adversos —, o gestor disse não ter ficado surpreendido, “embora os resultados sejam claramente tranquilizadores”.

Recordou que essa resiliência já tinha ficado patente no teste de esforço da Autoridade Bancária Europeia (EBA) de 2025, no qual a Caixa registou “o melhor desempenho da área do euro”.

Segundo Paulo Macedo, os bancos portugueses estão atualmente mais bem capitalizados, mais líquidos e mais rentáveis, com o crédito malparado a cair de forma significativa e um financiamento mais estável, assente sobretudo em depósitos.

O rácio de capital do setor em Portugal subiu de 7,1% em 2008 para 18,02% no primeiro trimestre de 2026; na CGD, o CET1 fully loaded atingiu 21,23% no mesmo período.

O banqueiro abordou ainda os dois riscos identificados pelo FMI — dívida soberana e exposição imobiliária.

Quanto ao soberano, defendeu que Portugal está “numa posição fundamentalmente diferente” da anterior crise, com a dívida pública em queda e os bancos a diversificarem as carteiras para outras exposições da área do euro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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