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O European Rocketry Challenge como um Espaço de talento

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O European Rocketry Challenge como um Espaço de talento

Em menos de uma semana, 25 equipas universitárias de toda a Europa levam os seus foguetes às rampas de lançamento do Campo Militar de Santa Margarida, em Constância, e é provável que alguns falhem, porque, afinal, é mesmo rocket science , mas falhar também faz parte da aprendizagem.

A Agência Espacial Portuguesa organiza o European Rocketry Challenge desde 2020, quando seis equipas e cerca de 100 estudantes universitários vieram a Portugal lançar os seus foguetes, com todas restrições que a pandemia impunha.

Seis anos depois, recebemos 61 candidaturas para 25 lugares, cinco dos quais reservados a estreantes, para que quem começa também tenha a oportunidade de chegar à rampa de lançamento.

A participação portuguesa acompanhou esse crescimento.

Em 2021, uma única equipa portuguesa, a RED, do Instituto Superior Técnico, competiu pela primeira vez lado a lado com estudantes de outros 12 países.

Desde então, já passaram pelo EuRoC a Universidade da Beira Interior (UBI) e a Universidade do Porto, e há equipas, como a Porto Space Team, que reúnem estudantes de diversas faculdades da Universidade do Porto, desde as de Engenharia e Ciências até às de Letras e Economia.

Este ano, a equipa da Universidade do Minho ganhou maturidade para ser selecionada, mas outras foram criadas na Universidade NOVA, em Aveiro e no ISEL.

Em 2025, Portugal tornou-se pela primeira vez o país com mais candidaturas e, em 2026, repetiu-o, com oito equipas de norte a sul.

O setor espacial, em Portugal e na Europa, contrata hoje engenheiros que estas equipas formaram, com orçamentos que os próprios estudantes angariaram.

Faz por isso sentido que esse esforço seja partilhado por quem dele beneficia, seja por empresas que acompanhem as equipas ao longo do ano, seja por universidades que reconheçam este trabalho no percurso académico dos alunos.

Ao longo destes anos fomos percebendo que a competição é o isco, o motor que dá ritmo a um trabalho muito maior.

Cada equipa funciona como uma pequena empresa.

Há quem projete a estrutura, quem desenvolva a propulsão, quem escreva o software de bordo, quem trate da segurança, da comunicação e da captação de patrocínios.

Antes de colocarem o foguete na rampa, é preciso planear, orçamentar, distribuir tarefas, cumprir prazos, negociar com patrocinadores, testar, falhar e voltar a testar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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