Ministra Balseiro Lopes assume-se feminista perante debate sobre mulheres conservadoras
A ministra da Cultura, Juventude e Desporto assumiu-se como feminista quando questionada sobre o movimento Mulheres Conservadoras de Portugal , respondendo que "continuam a faltar feministas mais ativas" enquanto existirem mulheres a ganhar menos que os homens.
Margarida Balseiro Lopes foi hoje uma das oradoras do jantar-conferência da Universidade de Verão do PSD, a par da eurodeputada Lídia Pereira e da deputada Ana Gabriela Cabilhas.
Já na reta final, um dos alunos questionou em particular a eurodeputada como se deverá posicionar o espaço político social-democrata quanto ao recém-lançado movimento Mulheres Conservadoras de Portugal, que integra personalidades do Chega, mas também vindas do PSD e CDS-PP, mas a ministra Balseiro Lopes fez questão de também responder.
"É surpreendente como em 2026 estamos a ter estas discussões.
Eu sou feminista e, enquanto uma mulher estiver a pensar que roupa é que usa para sair de casa ou em que rua é que circula em função da iluminação ou a ganhar menos do que os homens no mercado de trabalho, continuam a faltar é feministas mais ativas ", disse, recebendo um aplauso generalizado da sala.
Antes, a eurodeputada Lídia Pereira tinha afirmado sobre o tema que, numa democracia plural, é "natural que existam visões distintas, diferentes e que surjam até iniciativas desta natureza".
"Se devemos ou não estar no debate, eu pergunto-me porque não devemos estar.
O PSD sempre defendeu uma visão de família e de liberdade que não precisa de se definir contra o feminismo, ou nem contra a autonomia das mulheres ", disse.
Para a eurodeputada, "não há qualquer tipo de incompatibilidade entre o conservadorismo e a liberdade".
" Eu posso, por princípio, não ser favorável ao aborto, mas também não questiono os direitos que estão consagrados nessa matéria em Portugal ", exemplificou.
Lídia Pereira disse não querer "embarcar em discussões que têm por base colocar uns contra os outros", alertando que movimentos semelhantes nos Estados Unidos se têm pautado por " uma vontade de um conjunto de mulheres de se subjugar à orientação masculina para tudo nas suas vidas ".
"Eu posso ser mais conservadora em determinadas áreas, mas continuo a acreditar que o mais importante é garantir que as mulheres têm a capacidade de decidir aquilo que querem fazer ", disse, apelando a um debate "com seriedade, com argumentos válidos", e assegurando que continuará a lutar pela igualdade entre homens e mulheres em todos os planos.
Balanço da política Na sua intervenção inicial, a ministra da Juventude fez um balanço das políticas do atual Governo PSD/CDS-PP para o setor, destacando, por exemplo, que os beneficiários do IRS jovem tenham passado de 200 mil em 2024 para perto de 962 mil .
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