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Évora. Alunos de escola fechada terão aulas em contentores

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Évora. Alunos de escola fechada terão aulas em contentores

Os alunos de uma escola básica em Évora fechada desde novembro por falta de condições de segurança do edifício vão ter aulas em monoblocos pré-fabricados instalados pela câmara municipal, indicou esta segunda-feira uma fonte do município.

A vereadora Carmen Carvalheira explicou à agência Lusa que os alunos da Escola Básica do Chafariz d’el-Rei vão iniciar o novo ano letivo, em meados de setembro, já nos monoblocos colocados num parque de estacionamento contíguo ao edifício escolar.

Esta solução temporária “resulta de um acordo com o agrupamento de escolas e a associação de pais” e vai permitir que as crianças “possam usufruir do recreio e do refeitório da escola”, devido a uma ligação pedonal já criada, afirmou.

A escola está fechada desde 14 de novembro de 2025, depois de ter caído, num dia de intempérie, o estuque do teto de uma das salas, obrigando então à deslocação temporária dos alunos para a Escola André de Resende de 2.º e 3.º ciclos.

Segundo a vereadora, foram instalados 16 monoblocos pré-fabricados no parque de estacionamento situado nas traseiras da escola e junto ao edifício do Patrocínio do hospital de Évora, que estão agora a ser equipados pelo agrupamento de escolas.

Contactada pela Lusa, a presidente da associação de pais, Inês Frazão, considerou que, das duas soluções possíveis, ambas com recurso a monoblocos, esta foi aquela que mais agradou aos encarregados de educação.

“O objetivo era voltar para a escola. Uma vez que isso não é possível, a melhor solução foi esta, atendendo às duas situações que estavam em cima da mesa, que era em monoblocos na Escola André de Resende ou no Chafariz d’el-Rei”, salientou.

Assinalando que já foi criada uma área no recreio da escola que pode ser utilizada pelos alunos, Inês Frazão disse que os pais querem que as crianças “usufruam do recreio na sua totalidade”, já que “não há perigo de o edifício ruir, nem obra a decorrer”.

Nas declarações à Lusa, a vereadora Carmen Carvalheira lembrou que, na sequência da queda do estuque, foi feita uma análise ao edifício através da qual foram identificados “problemas na estrutura” e a necessidade de uma “obra maior” de reabilitação.

A autarca disse não ter ainda uma data prevista para o início dos trabalhos, pois a câmara aguarda ainda a avaliação da laje superior do edifício escolar para “se ter a certeza se é necessário ou não fazer alguma intervenção” também aí.

“Vamos aproveitar que vai entrar em obras e vamos também fazer outros melhoramentos para que a escola fique nas melhores condições”, acrescentou.

Em junho passado, a presidente da associação de pais queixou-se à Lusa da falta de perspetivas de regresso à escola de origem.

“Ou seja, não há uma data para o início da obra e mudança para a nossa escola”, lamentou, na altura.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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