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Governador do BdP: "As novas tecnologias aceleram a velocidade com que aparecem os riscos financeiros"

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Governador do BdP: "As novas tecnologias aceleram a velocidade com que aparecem os riscos financeiros"

"As novas tecnologias estão a acelerar a velocidade e a complexidade com que os riscos financeiros aparecem", considerou o governador do Banco de Portugal (BdP), num encontro na sede do banco central, em Lisboa.

Na intervenção de abertura da conferência sobre o Programa de Avaliação do Setor Financeiro português (FSAP na sigla em inglês) – um exercício que decorreu este ano (não era feito desde 2006), sob a coordenação do Fundo Monetário Internacional (FMI), para testar a resiliência e o desenvolvimento dos sistemas financeiros dos países membros – Álvaro Santos Pereira dirigiu-se à audiência onde estavam altos responsáveis do BdP, dos bancos comerciais (os visados pelo extenso check-up do FMI para dizer que "esta avaliação ocorre cerca de vinte anos após o anterior FSAP realizado em Portugal".

"Ao longo destas duas décadas, o sistema financeiro português passou por uma profunda transformação: enfrentou a crise financeira global, a crise da dívida soberana, o processo de desalavancagem do setor privado, a pandemia e um período de significativo ajustamento económico", começou por elencar o antigo economista-chefe da OCDE.

Segundo o ex-ministro da Economia e do Emprego do governo PSD-CDS de Pedro Passos Coelho, o setor bancário nacional "evoluiu num enquadramento institucional europeu profundamente diferente, beneficiando da União Bancária, de mecanismos de supervisão mais robustos e de um novo quadro para a gestão e resolução de crises".

Dito isto, Santos Pereira considera que "o sistema financeiro hoje avaliado pouco se assemelha ao que foi analisado há vinte anos".

"Uma comparação dos dois relatórios evidencia claramente as diferenças em termos da resiliência do sistema financeiro".

Mas o mundo mudou e a velocidade da mudança também, o que faz surgir novos riscos cada vez mais inesperados e incertos.

Esta avaliação "permite-nos refletir sobre os progressos alcançados e avaliar se os nossos mecanismos institucionais continuam adequados num mundo em que surgem constantemente novas fontes de risco".

Para o governador, "a questão relevante não é apenas saber quanto mais fortes somos hoje do que éramos há vinte anos; a resposta é claramente afirmativa, e isso ficará patente ao longo desta apresentação.

Questão igualmente importante é saber se estamos preparados para os riscos do futuro".

Estamos? Santos Pereira, o representante máximo da supervisão bancária em Portugal, dá uma resposta ambivalente.

"É importante reconhecer o que foi feito e as mudanças significativas que ocorreram.

Mas é ainda mais importante garantir que estamos preparados para os desafios que temos pela frente, tanto a nível nacional como internacional".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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