Há um novo luxo em Moscovo: comprar esqueletos de dinossauro e fósseis
Os preços são exorbitantes, mas não afastam interessados. Esqueletos de dinossauros, mamíferos pré-históricos, restos de fósseis, fragmentos de meteoritos. É só escolher, para provar que a paleontologia está a testar as suas fronteiras comerciais.
A história do Paleopark é contada pela agência Efe. “Aqui apresentamos a mais luxuosa linha no campo da paleontologia”, conta Mikhail Voskresensky, fundador do projeto.
A entrada no espaço de exposição em Moscovo é marcante: os visitantes são recebidos pelo esqueleto de um urso-das-cavernas. Quase três metros de altura, mais de 12 mil anos. E disponível para ser levado para casa por 10 milhões de rublos – qualquer coisa como 100 mil euros.
Seguem-se depois opções para todos os gostos, não para todas as carteiras: se um crânio de rinoceronte-lanudo fica por cerca de 16 mil euros, um esqueleto completo de um psitacossauro – com 125 milhões de anos – implica gastar mais de 125 mil euros.
Esta é a primeira exposição deste género na Rússia. Além de fósseis, a galeria permite comprar minerais e fragmentos de meteoritos, que foram cortados de modo a revelar as intricadas estruturas dos cristais metálicos destes corpos celestes.
Um meteorito encontrado na Rússia vale cerca de 50 mil euros. Já um fragmento encontrado na China fica mais barato: 20 mil euros.
Muitas destas peças pertencem a colecionadores ou foram importadas de outros países. A própria Rússia incentiva a importação destes objetos – mas proíbe a exportação de fósseis, que são considerados património cultural.
Voskresenski diz estar totalmente focado no mercado russo. Com a garantia de que todas as peças seguem com certificados de autenticidade, que protegem os compradores de possíveis burlas.
Muitos dos compradores são pessoas que cresceram a ver a saga Parque Jurássico de Steven Spielberg e que se tornaram empresários ricos. “Mas aquele sonho de infância, de ter o seu próprio dinossauro, manteve-se em muitos deles. Há pessoas que pura e simplesmente não compreendem que este mercado existe”, conta o responsável.
Com recurso à inteligência artificial, percebeu que um em cada 150 adultos pode comprar um Rolex ou que um em cada 20 mil um Ferrari. E um esqueleto de dinossauro? “Apenas uma em cada dez milhões”.
O mercado paleontológico também é uma tendência crescente nas principais leiloeiras internacionais, daí que Voskresenski argumente que a Rússia não deve ficar de fora.
Este homem criou um parque na região de Leninegrado, onde os visitantes podem fazer escavações e encontrar restos de criativas pré-históricas – que levam para casa como recordação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.