Começar no mercado nacional é “fantasia”, alertam criadores de unicórnios
A reduzida escala do mercado nacional significa que empreendedores que começam por vender neste ‘canto’ para tentar levar uma empresa a ser avaliada em mais de mil milhões euros estão a cometer “um grande erro” e a cair numa “fantasia” por um caminho “difícil” , segundo os CEO de três empresas que já atingiram esse patamar.
“O grande erro que os empreendedores portugueses cometem — e eu dou muito este conselho, e sou ignorado completamente — é vender ao mercado nacional”, disse Diogo Mónica, CEO da plataforma de criptomoedas Anchorage Digital, no evento Game Changers Forum, que decorre este sábado no Meo Arena, em Lisboa.
“Ponto final parágrafo”, exclamou.
“ Não existem empresas realmente grandes que vendem ao mercado nacional e que começam pelo mercado nacional e há aqui uma fantasia de que podemos começar no mercado nacional e depois aprendemos cá e conseguimos exportar para todo o mundo.” Para o CEO da Anchorage isso não existe.
“São raras as exceções em que existe e, portanto, a realidade é que os empreendedores portugueses, se querem construir empresas de dimensão internacional, verdadeiros unicórnios, têm que realmente olhar para os maiores mercados do mundo.
É lá que têm de começar”.
Diogo Mónica sublinha que não há grandes desvantagens em começar num mercado maior.
“Há realmente mais competição, mas o upside [o potencial] é muito maior “, vincou.
“Extremamente difícil”, diz CEO da Tekever No mesmo painel, sobre se os unicórnios podem mudar Portugal, Ricardo Mendes, CEO da Tekever, concordou.
“ Nenhuma empresa pode ter sucesso internacional grande se se preparar primeiramente para o mercado nacional , em qualquer setor”.
“Há setores nos quais isto é mais difícil de se fazer primeiro, e o da segurança e defesa é um deles”, adiantou.
“Nesse setor, os clientes são, ou grandes empresas, ou instituições públicas, governamentais, de defesa, segurança, etc, bastante resistentes, bastante avessas à mudança.
Ricardo Mendes, CEO da Tekever, em entrevista ao podcast do ECO “À Prova de Futuro” Luís Francisco Ribeiro/ECO Portanto, explicou o CEO da fabricantes de drones que está avaliada em 5,5 mil milhões de euros, “ é muito mais fácil vencer essa bandeira em casa, mas em Portugal esse mercado é pequeno, é à escala do país, portanto é extremamente difícil “.
Tekever admite IPO.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.