Fundo Soberano de Moçambique ganhou quase 900 mil euros em três meses
O Fundo Soberano de Moçambique (FSM) fechou junho com 102,9 milhões de euros, após registar rendimentos de 827 mil euros no segundo trimestre, um retorno de 0,41%, segundo dados do Banco de Moçambique , que o gere.
De acordo com o Relatório Trimestral de Investimento, a que a Lusa teve acesso esta terça-feira, 18 de agosto, o FSM registou um rendimento de 950.069 dólares (827.500 euros) entre abril e junho, elevando os ganhos acumulados desde o início do ano para cerca de 2,02 milhões de dólares (1,75 milhões de euros).
No final de junho, o valor de mercado do Fundo ascendia a 118,36 milhões de dólares (102,9 milhões de euros), dos quais 116,13 milhões de dólares (100,9 milhões de euros) correspondiam ao capital proveniente das receitas do gás natural e 2,22 milhões de dólares (1,93 milhões de euros) a rendimentos líquidos acumulados desde a constituição do fundo.
O montante compara com os 116,1 milhões de dólares (100,9 milhões de euros) transferidos pelo Governo para a capitalização inicial do Fundo, através de uma primeira injeção de 109,97 milhões de dólares (95,7 milhões de euros), em dezembro de 2025, e de uma segunda transferência de 6,16 milhões de dólares (5,4 milhões de euros), em janeiro deste ano.
O segundo trimestre marcou uma etapa considerada decisiva na operacionalização do fundo, com o início da implementação da estratégia de investimento de longo prazo, após a aprovação do Plano Diretor de Investimento pelo Ministério das Finanças.
À data de referência do relatório, a carteira do FSM encontrava-se repartida entre uma componente denominada em dólares norte-americanos, equivalente a 69,99% do total ou 82,84 milhões de dólares (72 milhões de euros), e uma carteira denominada em euros, correspondente a 30,01% ou cerca de 35,52 milhões de dólares (30,9 milhões de euros).
O Banco de Moçambique, enquanto gestor do fundo desde dezembro passado, refere que os rendimentos do período resultaram sobretudo dos juros gerados pelas aplicações em depósitos bancários ‘overnight’ e em obrigações soberanas.
A exposição geográfica do fundo encontrava-se concentrada nos Estados Unidos, refletindo o peso da carteira denominada em dólares, enquanto a componente europeia estava distribuída por vários países da Zona Euro, incluindo Alemanha, Finlândia, Áustria, França e Países Baixos.
O relatório acrescenta que o FSM cumpriu os principais limites de risco definidos na política de investimento, incluindo os requisitos de qualidade de crédito e de alocação por moeda.
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