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Economia

Europeísta Niculescu assume chefia de novo Governo da Roménia

Jornal Económico ·
Europeísta Niculescu assume chefia de novo Governo da Roménia

O europeísta Luca Niculescu, sem filiação partidária, tomou posse como primeiro-ministro da Roménia, liderando um Governo de sociais-democratas e independentes que põe fim a seis meses de paralisia institucional.

Jornalista e diplomata, Niculescu, de 55 anos, recebeu do Presidente do país, Nicusor Dan, a incumbência de formar Governo, após o fracasso de três candidatos anteriores desde a queda, em maio, da coligação de quatro partidos liderada pelo liberal Ilie Bolojan, através de uma moção de censura.

“Um homem cujo trabalho consiste em harmonizar posições” – assim o apresentou o chefe de Estado romeno ao anunciar, a 05 de outubro, a sua nomeação para o cargo, com a missão direta de formar um executivo de coligação que garantisse a firme orientação euro-atlântica do país, mantendo na oposição os ultranacionalistas e os grupos pró-Rússia.

Depois de consolidar uma imagem de mediador hábil, conseguiu conquistar um amplo apoio parlamentar e ultrapassar a grave crise política que se arrastava desde maio: o novo Governo, constituído por 12 ministros do PSD e seis independentes, foi aprovado no parlamento de Bucareste – que conta com 464 lugares – com 280 votos a favor e 58 contra.

Jornalista de formação que se reinventou como diplomata, Niculescu chega à chefia do Governo procedente do Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde desempenhava as funções de secretário de Estado responsável pela coordenação e conclusão, este ano, do processo de adesão da Roménia à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Nessa função, e mantendo o seu estilo discreto, negociou, com ministérios e instituições públicas, as reformas necessárias para cumprir as exigências da organização internacional com sede em Paris.

Anteriormente, entre 2016 e 2022, foi embaixador da Roménia em França, exercendo simultaneamente a representação diplomática do país junto de Andorra e do Mónaco.

Durante a sua permanência na capital francesa, desempenhou ainda funções de representante da Roménia na Organização Internacional da Francofonia (OIF) e presidiu ao Grupo de Embaixadores Francófonos em França, assegurando uma sólida rede de contactos internacionais.

Nascido em Bucareste em 1971, a sua infância foi marcada pela história da sua própria família, expropriada dos bens e alvo de perseguição política durante o regime comunista.

Apesar das dificuldades da época, cresceu num lar onde se falava francês e alemão, além de romeno, rodeado de “livros e quadros”, segundo relatou numa entrevista ao diário Adevaul.

Após a queda da ditadura de Nicolae Ceaușescu, em 1989, optou por permanecer na Roménia para participar ativamente no processo de democratização.

“Pareceu-me muito interessante o que estava a acontecer no país e quis fazer parte dessa mudança.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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