Mau tempo: Portugal pode receber mais 261 milhões de euros
A Comissão Europeia propôs, a 17 de setembro, mobilizar mais 261 milhões de euros do Fundo de Solidariedade da União Europeia para apoiar a recuperação de Portugal após as tempestades que atingiram o país no início de 2026.
O financiamento destina-se a reparar infraestruturas e restabelecer serviços essenciais, na sequência de inundações e deslizamentos de terras que provocaram 19 mortos e prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.
A verba destinada a Portugal faz parte de um pacote de 489 milhões de euros que a Comissão Europeia propôs atribuir a quatro Estados-membros afetados por tempestades e inundações no início do ano.
Além dos 261 milhões de euros para Portugal, estão previstos 149 milhões para Espanha, 74,8 milhões para Itália e 3,72 milhões para Malta.
Segundo a Comissão Europeia, o financiamento pretende apoiar operações de emergência e recuperação, incluindo a reconstrução de infraestruturas de transporte e a reposição de serviços essenciais.
A proposta abrange ainda intervenções nas redes de energia, água, saneamento e telecomunicações, bem como trabalhos de limpeza, alojamento temporário e serviços de salvamento.
Portugal deverá receber cerca de 53,4% do montante global proposto, refletindo a dimensão dos danos provocados pelos temporais que afetaram o território nacional.
Entre o final de janeiro e o início de março, Portugal foi atingido por um conjunto de tempestades, incluindo as depressões Kristin, Leonardo e Marta.
Os fenómenos meteorológicos provocaram inundações, cheias e deslizamentos de terras, além de danos em habitações, empresas, equipamentos públicos e infraestruturas.
O balanço divulgado pelo Observador, com base na agência Lusa, aponta para 19 mortos e várias centenas de feridos, desalojados e deslocados.
Mais de metade das vítimas mortais foram registadas durante trabalhos de recuperação dos estragos provocados pelo mau tempo.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo estiveram entre as áreas afetadas.
Milhares de casas, empresas e equipamentos sofreram danos totais ou parciais, enquanto a queda de árvores e estruturas, os cortes de eletricidade, água e comunicações e as inundações perturbaram a vida quotidiana.
Os prejuízos foram estimados em mais de cinco mil milhões de euros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.