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Israel critica Reino Unido por se opor a mais colonatos na Cisjordânia

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Israel critica Reino Unido por se opor a mais colonatos na Cisjordânia

O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico convocou na quarta-feira a encarregada de negócios israelita para exigir a suspensão do programa "E1", um vasto projeto de colonização na Cisjordânia ocupada, que recebeu a aprovação das autoridades israelitas em agosto de 2025.

Em reação, o chefe da diplomacia israelita rejeitou hoje "categoricamente" as declarações do homólogo britânico, Ed Miliband, que afirmou que "o Governo israelita deve suspender imediatamente o projeto 'E1', retirar o concurso público e cessar toda a expansão dos colonatos".

"O povo judeu tem o direito de viver em todo o território de Israel, tal como os britânicos têm o direito de viver em Londres e em todo o Reino Unido", escreveu Saar na rede social X.

O ministro israelita acusou o Reino Unido de "culpar apenas Israel, ignorando o extremismo palestiniano", o que, segundo frisou, alimenta os ataques antissemitas contra a comunidade judaica britânica.

Segundo a organização não-governamental (ONG) Peace Now e os meios de comunicação social israelitas, foi lançado na terça-feira um novo concurso público para a construção de 1.200 habitações.

O chefe da diplomacia britânica, Ed Miliband, considerou a uma medida "inaceitável".

Segundo o ministério tutelado por Miliband, Londres comunicou à encarregada de negócios israelita a sua "profunda objeção a esta medida do Governo [de Benjamin] Netanyahu", que surge em plena contagem decrescente das eleições legislativas em Israel, agendadas para outubro.

Saar acusou hoje o Governo britânico de "prejudicar as relações entre os nossos países".

O programa "E1" prevê a construção de cerca de 3.400 habitações na Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967, mais precisamente numa área de 12 quilómetros quadrados a leste de Jerusalém, entre o colonato judaico de Maale Adumim e Jerusalém Oriental.

O projeto deverá dividir em dois o território palestiniano, comprometendo qualquer continuidade territorial de um eventual Estado palestiniano.

A ONU e vários líderes internacionais, incluindo a França, denunciaram o plano.

Israel tem em vigor restrições significativas à liberdade de circulação dos palestinianos da Cisjordânia, que têm de obter autorizações para passar pelos postos de controlo e deslocar-se a Jerusalém Oriental ou a Israel.

Fora de Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel, vivem cerca de três milhões de palestinianos na Cisjordânia, ao lado de mais de 500 mil israelitas instalados em colonatos, classificados como ilegais pelo direito internacional.

A violência intensificou-se na Cisjordânia desde o ataque do movimento islamista palestiniano Hamas contra Israel, a 07 de outubro de 2023, com ataques quase diários por parte de colonos e incursões regulares em aldeias palestinianas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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