Ver renascer a casa dos mestres da Renascença
Uffizi é uma palavra que suscita, por si só, uma viagem sensorial por uma vasta paleta de mestres italianos.
“O Nascimento de Vénus” desenha-se mentalmente.
Ainda não estamos refeitos e já “A Primavera” ganha forma.
Botticelli, claro, mas também Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael, Ticiano, Caravaggio ou Piero della Francesca, para não fastidiar.
Em Florença, a Galeria dos Uffizi é visita obrigatória.
Não por decreto de Cosme Médicis, grão-duque da Toscana, que a idealizou para unir cenograficamente a praça da Senhoria com o Palácio Pitti, mas por ser a casa de nomes maiores da Renascença italiana.
O número de visitantes atesta o seu poder de atração.
Só no ano passado, 5,3 milhões encheram os Uffizi, cujos corredores estreitos e pequenas de galerias são muitas vezes exíguos para tais enchentes.
Os números falam por si: a Galeria foi o segundo museu mais visitado de Itália em 2025.
A requalificação dos espaços impunha-se.
E vai acontecer.
O investimento de 50 milhões de euros anunciado pelo diretor da instituição, Simone Verde, prevê precisamente a requalificação dos espaços expositivos para proporcionar uma experiência mais confortável aos visitantes.
A começar pela zona da receção, onde os procedimentos de segurança serão agilizados para os fluxos de visitantes se diluírem pelos diversos espaços.
Uma das novidades será a criação de uma sala exclusivamente dedicada à história da coleção da galeria, e ainda uma outra com os Retratos de Homens e Mulheres Ilustres, de Andrea del Castagno, conhecida série de frescos do século XV que retratam generais, escritores e governantes.
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