quinta-feira, 8 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Últimas

Ministra condena discriminação mas evita caso Cátia Azevedo

Observador ·
Ministra condena discriminação mas evita caso Cátia Azevedo

A Ministra da Cultura, Juventude e Desporto escusou-se esta quinta-feira a comentar o caso concreto de Cátia Azevedo, dispensada pelo Sporting após ter sido mãe, mas condenou a discriminação e penalização de “qualquer atleta” por ter sido mãe.

“Não vou comentar nenhum caso em concreto, cujos detalhes eu não tenho e creio que a senhora deputada não tem. O que é que eu lhe posso dizer? Que condeno qualquer discriminação de uma atleta ou de uma trabalhadora que, em resultado de ter sido mãe, possa por isso ser penalizada “, declarou Margarida Balseiro Lopes.

A ministra respondia no parlamento, num debate sobre política setorial, a uma questão da deputada do PAN, Inês Sousa Real, sobre a dispensa da atleta olímpica Cátia Azevedo, recordista nacional dos 400 metros, pelo Sporting, meses depois de ter sido mãe.

A olímpica portuguesa tinha um contrato de dois anos, com mais dois de opção, que o clube não exerceu.

Após uma primeira oferta de um contrato de um ano, com uma redução salarial, rejeitada pela atleta de 32 anos, o Sporting, clube que representava há 18 épocas, ofereceu-lhe um ano adicional com as condições atuais.

Cátia Azevedo revelou à Lusa que explicou aos responsáveis leoninos que “precisava desses dois anos também pela estabilidade” — até porque os próximos Jogos Olímpicos são em 2028 -, mas que o diretor do atletismo, Paulo Reis, lhe respondeu que “era quase impossível”, porque era “um tiro no escuro” depois de ter sido mãe.

Esta quinta, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto salientou que está “atualmente, em auscultação pública, legislação estruturante do desporto”, defendendo que esta é “uma matéria que poderá, muito provavelmente, merecer contributos”.

Na sua intervenção, Margarida Balseiro Lopes lembrou ainda que o Comité Olímpico de Portugal canalizou recentemente, no âmbito do contrato-programa de desenvolvimento desportivo, cerca de 2,2 milhões de euros “para financiar a prática desportiva feminina, que poderão também ajudar a suportar projetos precisamente nessa dimensão”.

[Pela primeira vez em doze anos, Annie regressa finalmente a Lisboa. A revolução está nas ruas e Fernando Silva Pais está preso em Caxias. A filha vai fazer tudo para o tentar libertar, mas também vai aproveitar para festejar — e não só. Já pode ouvir “Uma ‘deusa’ no 25 de Abril”, o quarto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador , na Apple Podcasts , no Spotify e no YouTube .]

Ler a notícia completa no Observador ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

Mais de Observador

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›