Ministro da Educação sem conhecimento de indemnizações por alterar datas dos exames
O ministro da Educação insiste que “o Estado deve ressarcir” as famílias que tenham sido prejudicadas pela alteração ao calendário de exames nacionais, mas garante não ter notícia de nenhum pedido de indemnização até ao momento: “Eu, até agora, não tenho conhecimento”, disse Fernando Alexandre , em entrevista à Renascença .
No dia em que arrancou a seguda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior , Fernando Alexandre revisitou a polémica decisão de adiar as provas, tomada por causa dos atrasos e problemas na classificação digital dos exames: “Ninguém consegue decidir se vai à segunda fase antes das notas saírem na primeira fase” , constatou.
“É preciso dizer isto de uma forma muito clara.
Eu tenho três filhos e todos eles usaram a segunda fase.
E para quê? Porque não ficaram satisfeitos com a nota que tinham”, apontou o governante.
Férias perdidas devido aos exames: como pedir indemnização? Ler Mais Com a primeira fase concluída, em que 49.991 estudantes foram colocados (mais 6.092 do que em 2025), Fernando Alexandre destacou o “resultado muito positivo”, que atribuiu à decisão de corrigir “um erro cometido em 2023”, passando a exigir uma só prova no concurso, ao invés de duas.
O ministro destacou ainda que o concurso “decorreu de acordo com todos os prazos que estavam previstos”, não tendo havido “nenhuma alteração”.
A primeira fase dos exames de acesso ao ensino superior ficou marcada por falhas no processo de digitalização e correção das provas, que foram realizadas em papel.
A decisão de avançar com a digitalização foi tomada por este ministro e quase lhe custou o cargo , tendo o PS sugerido a sua demissão.
Fernando Alexandre foi especialmente criticado por declarações sobre as famílias que foram “imprudentes” por terem marcado férias nesta altura.
Foi, de resto, o próprio Executivo a abrir a porta a pedidos de indemnização , ainda que tenha reconhecido que seria difícil fazer prova de eventuais prejuízos.
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