Governo Milei diz que não comentará vitória de Lula
Milei e Lula REUTERS/Tierney L.
Cross e REUTERS/Diego Vara O governo argentino indicou nesta segunda-feira (27) que não parabenizará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por sua vitória nas eleições, segundo noticiou a imprensa argentina. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o jornal "Clarín", o porta-voz presidencial, Adrián Ravier, declarou que o governo argentino tomou conhecimento do resultado eleitoral, mas não pretende divulgar nenhum comunicado oficial, nem mesmo por meio do Ministério das Relações Exteriores.
Javier Milei foi o único líder da América do Sul que não parabenizou Lula pela vitória.
Os demais líderes da região, muitos deles representantes da direita, reconheceram o resultado e felicitaram o presidente brasileiro reeleito.
Os dois países mantêm uma das relações comerciais mais importantes da América do Sul, com forte integração industrial e participação central no Mercosul. ➡️ Em 2025, o Brasil foi o principal destino das exportações argentinas, com mais de US$ 12,8 bilhões em vendas, e também sua maior origem de importações, com US$ 18,4 bilhões em produtos comprados, segundo dados do governo argentino.
A demora na comunicação se soma à lista de desavenças, desgastes e trocas de ataques mútuos entre os dois líderes. (Veja mais abaixo) O líder colombiano Abelardo de La Espriella, que foi eleito com apoio do presidente americano Donald Trump e deu apoio público à campanha derrotada de Flávio Bolsonaro (PL), declarou que não têm afinidade e são de lados opostos do espectro político.
Em sua fala de reconhecimento do resultado, entretanto, estendeu a mão para que os países continuem cooperando.
Já o equatoriano Daniel Noboa afirmou que a América Latina tem inimigos em comum e desafios compartilhados em sua mensagem de parabenização.
O chileno José Antonio Kast disse que ligou para cumprimentar Lula e afirmou que os dois países têm um futuro em comum.
A líder peruana Keiko Fujimori defendeu o fortalecimento da aliança estratégica entre os dois países, com ênfase na integração, na cooperação e no desenvolvimento sustentável da Amazônia compartilhada.
Rodrigo Paz, presidente boliviano, por sua vez, parabenizou o brasileiro e destacou os laços históricos entre Bolívia e Brasil.
Todos eles foram apoiados por Trump em suas campanhas eleitorais e, hoje, compõe o Escudo das Américas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.