Após vitória improvável, Lula começa a reorganizar governo para seu quarto mandato
Depois de uma virada inédita no segundo turno das eleições 2026 , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa nesta semana a reorganizar seu governo para o quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.
Como o seu entorno esteve todo voltado nas últimas semanas para vencer a eleição, ainda é difícil dizer qual será o perfil do Lula 4.
Mas há sinais.
A tendência é de que a ala nordestina do partido ganhe mais peso tanto no PT quanto na Esplanada, em detrimento do setor até hoje hegemônico representado pela seção paulista do partido.
Após o fiasco do primeiro turno, o senador Camilo Santana (CE) e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, assumiram o comando da campanha e se tornaram ainda mais próximos do presidente.
Edinho Silva, presidente da legenda e eleito deputado federal, perdeu protagonismo, assim como o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, mandado mais uma vez ao sacrifício por Lula para disputar uma eleição perdida ao governo de São Paulo.
Antes do primeiro turno, a expectativa era de que Haddad se tornaria ministro da Casa Civil, com seu indicado Dario Durigan permanecendo à frente da Fazenda.
E tudo indicava que, com esse formato, ele seria preparado para se tornar o sucessor de Lula em 2030.
O fraco desempenho na eleição paulista, no entanto, colocou dúvidas sobre se esse plano seria seguido.
Lula tem uma dívida de gratidão com seu ex-ministro.
Mas quem tem votos, de fato, são os governadores e senadores do Nordeste.
A preparação para o sucessor e o comando do governo seguem em aberto.
Outro indício forte é de que haverá mudanças na comunicação, em forma e estilo.
O “Exército do Lula”, comandado por André Janones, mostrou a Lula a importância do meio digital.
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