Rogério Marinho diz que versão em carta de Flávio foi 'falha na confecção'
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O senador Rogério Marinho (PL-RN), que foi coordenador da campanha derrotada à Presidência, minimizou a mudança nos termos da carta divulgada por Flávio Bolsonaro ao chegar aos Estados Unidos e disse que pode ter ocorrido por "algum problema na confecção" do texto. Flávio trocou o jeito que se autointitulou: de "presidente eleito" para "líder do Brasil" .
Marinho foi questionado sobre o documento após a circulação de versões diferentes e afirmou que considera oficial a que foi publicada no perfil de Flávio. "A carta que está no seu Twitter, que é a sua manifestação oficial, ele se autonomina como líder", disse.
Ao comentar a troca de termos entre uma versão e outra, o senador sustentou que a alteração não muda o ponto central da mensagem. "Eu acredito que deve ter havido algum problema na confecção da carta. O fato é que o que está lá no seu Twitter, que é a sua manifestação oficial, ele se autonomina como líder, e é um fato, ele é um líder no Brasil", afirmou.
Marinho também disse que o PL não endossa a tese de fraude eleitoral mencionada no texto. "Não, o PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido", declarou.
O senador afirmou que Flávio, "pelo número de votos que teve" e "pelo papel que desempenhou nas últimas eleições", "é hoje a maior expressão da direita no Brasil". Segundo ele, a carta publicada no X coloca Flávio como líder.
Marinho disse que Flávio está nos Estados Unidos e classificou a manifestação como um desabafo após o resultado eleitoral. "Flávio está nos Estados Unidos, exilado, levou toda a sua família" e "certamente está fazendo um desabafo em função dos resultados que foram colocados no segundo turno", afirmou.
Segundo o texto divulgado no X, Flávio publicou uma nova versão do documento após uma primeira circular entre aliados. De acordo com a publicação, ele trocou a expressão "verdadeiro presidente eleito do Brasil" por "líder do Brasil".
O texto também afirma que Flávio diz que, "desde o exterior", vai "organizar a oposição" ao governo Lula no Brasil e que declarou que seu candidato à presidência do Senado é Rogério Marinho.
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