Microsoft registra lucro de US$ 36,6 bi no 1º trimestre fiscal, alta de 32%
A Microsoft teve lucro líquido ajustado de US$ 36,4 bilhões no primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, encerrado em 30 de setembro, alta de 18,1% sobre o mesmo período do ano anterior, informou a empresa em seu balanço divulgado hoje. O número exclui o efeito dos investimentos na OpenAI; no conceito contábil (GAAP, o padrão dos Estados Unidos), o lucro foi de US$ 36,6 bilhões, avanço de 32,0%.
A diferença entre os dois lucros vem dos investimentos na OpenAI. Neste trimestre, eles geraram ganho líquido de US$ 207 milhões, segundo a Microsoft; um ano antes, houve perda de US$ 3,1 bilhões. O lucro por ação diluído, que considera também papéis conversíveis em ações, foi de US$ 4,89 no conceito ajustado (alta de 18,4%) e de US$ 4,92 no contábil (alta de 32,3%).
Receita do trimestre somou US$ 92,3 bilhões. O valor é 18,8% maior que o registrado um ano antes (US$ 77,7 bilhões).
Lucro operacional foi de US$ 45,9 bilhões, alta de 21,0%. Um ano antes, havia sido de US$ 38,0 bilhões. A margem operacional, que mede quanto da receita sobra após custos e despesas da operação, ficou em 49,8%, ante 48,9%.
Em moeda constante, a receita também subiu 19% e o lucro operacional, 22%. Moeda constante é o cálculo que desconsidera a variação do câmbio na conversão dos resultados de unidades que operam em outras moedas. Segundo a empresa, o câmbio teve impacto negativo de US$ 309 milhões na receita e de US$ 297 milhões no lucro operacional.
Receita do segmento Agents and Infra foi de US$ 76,8 bilhões, alta de 24,5%. O segmento Devices and Consumer teve receita de US$ 15,5 bilhões, queda de 3,2%. Dentro dele, a receita de Windows OEM e dispositivos (o OEM reúne as licenças de Windows vendidas a fabricantes de computadores) caiu 22,0%, para US$ 3,6 bilhões.
Receita do Azure, a plataforma de nuvem da Microsoft, subiu 48,2%, para US$ 33,2 bilhões. Já a linha Microsoft Cloud teve receita de US$ 63,9 bilhões, alta de 30% (31% em moeda constante), segundo a companhia.
Obrigações de desempenho remanescentes comerciais chegaram a US$ 677 bilhões. Esse indicador, que mede a receita já contratada por clientes e ainda não reconhecida, subiu 73%, segundo a Microsoft.
Investimentos em propriedades e equipamentos (capex) somaram US$ 39,4 bilhões, alta de 103,0%. Capex é o dinheiro aplicado em máquinas, obras e tecnologia. No mesmo trimestre do ano anterior, o desembolso foi de US$ 19,4 bilhões. O caixa gerado pelas operações foi de US$ 58,0 bilhões, 28,7% acima dos US$ 45,1 bilhões de um ano antes.
Dívida da Microsoft somava US$ 35,5 bilhões em 30 de setembro. A soma considera a parcela de curto prazo e a de longo prazo, segundo o balanço. Em 30 de junho, o saldo era de US$ 40,3 bilhões, queda de 11,9%. Caixa e aplicações de curto prazo ficaram em US$ 64,5 bilhões, ante US$ 76,8 bilhões.
A Microsoft afirma que o trimestre superou as expectativas. "Os resultados superaram as expectativas em receita, lucro operacional e lucro por ação", diz Amy Hood, vice-presidente executiva e diretora financeira.
Segundo a empresa, ela entrega mais capacidade, escolha, controle e eficiência de custo aos clientes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.