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Economia

Bolsa cai 2,68% com tensão fiscal e decisão do Fed; dólar recua

UOL Economia ·
Bolsa cai 2,68% com tensão fiscal e decisão do Fed; dólar recua

O dólar comercial fechou esta quarta-feira (28) em queda de 0,19%, cotado a R$ 5,340, após oscilar entre altas e baixas durante o pregão. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuava 2,69%, aos 170.987,61 pontos, na prévia das 17h07, ainda durante o leilão de encerramento.

Os investidores acompanharam os desdobramentos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as discussões sobre tributação e os balanços das empresas. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), banco central americano, manteve os juros entre 3,75% e 4% ao ano.

Dólar fechou em queda pelo segundo dia consecutivo. A moeda americana chegou a ser negociada perto de R$ 5,31 pela manhã, mas voltou a subir durante a tarde e atingiu R$ 5,384 às 15h08. No encerramento, às 17h, ficou em R$ 5,340 para venda.

Recuo devolveu mais uma parte da disparada após as eleições. Na terça-feira (27), o dólar havia caído 0,97%, a R$ 5,350. As duas sessões de baixa sucederam a alta de 8,21% registrada na segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição de Lula.

Noticiário político manteve investidores cautelosos. Segundo Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, os desdobramentos domésticos e a busca por proteção marcaram as negociações. Os investidores dividiram as atenções entre as incertezas sobre a política econômica brasileira e a decisão de juros nos Estados Unidos.

O comportamento da divisa refletiu os ajustes e as tentativas de proteção de patrimônio por parte dos agentes financeiros, que dividiram suas atenções entre o noticiário local mais tenso e os desdobramentos nos Estados Unidos. Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad

Governo voltou a estudar cobrança de imposto sobre investimentos hoje isentos. A discussão envolve a possibilidade de cobrança de IOF sobre LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas, aplicações utilizadas para financiar os setores imobiliário, do agronegócio e de infraestrutura. Ainda não havia definição de alíquota nem das regras de cobrança.

Reforma tributária também teve novidades. O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o cálculo da alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em 11,35% para 2027, acima da estimativa anterior de 9,21%. O percentual será encaminhado ao Senado, responsável por fixar a alíquota do tributo que integra a reforma da tributação sobre o consumo.

Ibovespa acumulou mais uma sessão de perdas expressivas. O índice havia despencado 13,88% na segunda-feira e recuado mais 0,51% na terça, quando terminou aos 175.710 pontos. Nesta quarta-feira, a prévia das 17h07 indicava queda de 2,69%, aos 170.987,61 pontos, ainda sem confirmação do fechamento definitivo.

Cautela no Brasil contrastou com o ambiente externo. Nossig destacou que a pressão vendedora sobre as ações brasileiras ocorreu em uma sessão de desempenho mais favorável das empresas de tecnologia nos Estados Unidos. Na avaliação da estrategista, os desdobramentos políticos domésticos contribuíram para a aversão ao risco.

Juros futuros tiveram movimentos diferentes conforme o vencimento.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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