Padre coloca clube à venda por R$ 1,5 milhão e recebe seis propostas
Um clube de futebol do interior de São Paulo está à venda, e o proprietário tem uma trajetória pouco comum no esporte.
O Catanduva Futebol Clube, que disputa a Série A3 do Campeonato Paulista, pode mudar de dono por valores a partir de R$ 1,5 milhão.O responsável pela negociação é o padre Osvaldo de Oliveira Rosa, fundador da equipe e atual prefeito de Catanduva, município localizado a aproximadamente 400 quilômetros da capital paulista.O sacerdote, que também é dono de 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), revelou ter recebido seis propostas de possíveis compradores, incluindo interessados dos Estados Unidos e da Colômbia.
Os valores discutidos variam entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões, mas ainda não existe acordo para a transferência do controle do clube.A principal motivação para a possível venda é a dificuldade de conciliar a administração municipal, as atividades religiosas e a gestão de uma equipe profissional de futebol.
Clube desperta interesse de investidores brasileiros e estrangeirosCom o anúncio, o Catanduva tem atraído interessados ao longo de 2026.
Segundo o padre, as conversas envolvem empresários de diferentes regiões do Brasil e grupos internacionais, mas nenhuma negociação chegou à etapa definitiva."Recebemos diversas sondagens de investidores neste ano, inclusive da Colômbia, dos Estados Unidos e de diferentes regiões do Brasil.
O clube está aberto a negociações, mas, até o momento, não há nenhuma venda definida", afirmou em entrevista ao ge.O dirigente ressaltou que a intenção é encontrar um comprador capaz de dar continuidade ao projeto esportivo, especialmente no futebol profissional e nas categorias de base.
Catanduva - Foto: Guilherme Veiga/Ag.
Paulistão "Nossa intenção é dar continuidade ao trabalho, sempre buscando investimentos que fortaleçam o futebol profissional e as categorias de base.
Qualquer proposta será avaliada com responsabilidade, respeitando a história e o vínculo do Catanduva com a cidade", explicou.Apesar das conversas, Osvaldo não estabeleceu um prazo para concluir a venda.
O sacerdote considera que o clube pode valer mais do que os valores atualmente discutidos, mas reconhece que a ausência de um estádio próprio influencia a avaliação do negócio.O Catanduva manda suas partidas no Estádio Silvio Salles, que pertence à prefeitura do município e, portanto, não integra o patrimônio da SAF.Catanduva nasceu de escolinha criada para atrair crianças à catequeseA origem do clube é mais uma das particularidades de sua história.
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