Justiça determina que Renan Santos apague post com ataques a indígenas
A Justiça Federal do Pará determinou que o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) remova, no prazo de cinco dias , a publicação em suas redes sociais contendo ofensas e discurso de ódio, segundo o Ministério Público Federal (MPF) , contra comunidades indígenas do Baixo Tapajós.
A decisão é da última terça-feira (25/8), a qual o Metrópoles teve acesso com exclusividade.
“Defiro parcialmente o pedido de tutela provisória de urgência de natureza antecipada para determinar aos réus a remoção, no prazo de 5 dias, das publicações e vídeos apontados na exordial e veiculados nos perfis @renansantosmbl e @mblivre na plataforma Instagram”, determinou a Justiça.
Em caso de descumprimento da ordem de remoção do vídeo no perfil de Renan Santos, foi fixada uma multa diária de R$ 5 mil.
Até então, o vídeo segue no ar.
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1 de 6 Candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos (Missão) VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto 2 de 6 O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto 3 de 6 Candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto 4 de 6 Renan chama fim da escala 6x1 de “populista” e defende jornada de 44 horas VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto 5 de 6 O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto 6 de 6 VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto A decisão é fruto de uma ação de R$ 500 mil proposta pelo MPF.
O órgão acusa Renan de realizar ataques contra 14 etnias indígenas da região no contexto de protestos ocorridos em janeiro de 2026 no terminal portuário da Cargill, em Santarém (PA).
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O MPF também apontou que as postagens ironizavam traços fisionômicos dos manifestantes e questionavam a própria legitimidade étnica das comunidades locais, afirmando que iria acabar com a “farra de qualquer um falar que é índio”.
Apesar de ordenar a exclusão das postagens ofensivas já existentes, a Justiça negou o pedido do MPF para proibir preventivamente Renan Santos e o MBL de publicarem novos conteúdos do mesmo teor.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.