Após chegar aos EUA, Flávio Bolsonaro diz ser “o líder do Brasil”
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou uma carta nesta quarta-feira (28), após chegar aos Estados Unidos, na qual se declara líder do Brasil, acusa a Justiça de perseguição política e afirma que comandará a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir do exterior.
O documento surgiu horas depois de o parlamentar desembarcar em Miami, na Flórida, após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina, apesar de uma determinação judicial que o proibia de sair do país.
"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil", afirma Flávio no início do documento (leia a carta na íntegra no fim do texto).
O termo "verdadeiro presidente" foi substituído por "líder do Brasil" instantes depois da publicação.
A carta foi editada em três vezes.
A primeira delas tratava sobre o brasão publicado, com a grafia de Brazil (com z), se referiundo aos “Estados Unidos do Brasil”, nome vigente de 1889 até 1968.
O senador perdeu o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), para Lula.
O atual presidente conseguiu a reeleição com 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio recebeu 48,21%.
A diferença superou 4,4 milhões de votos.
Apesar do resultado, Flávio não reconhece a derrota.
Na carta, sustenta que houve irregularidades na votação, questiona a prorrogação do horário de funcionamento de seções eleitorais e acusa autoridades de favorecerem a candidatura de Lula.
O parlamentar, porém, não apresentou provas que sustentem as acusações de fraude.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reconheceu o resultado da eleição.
O próprio PL, partido de Flávio, também admitiu publicamente a vitória de Lula, assim como o deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa derrotada.
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