Governo estuda divulgar lista suja de empresas que praticaram assédio eleitoral
O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) poderá divulgar uma lista de empresas que praticaram assédio eleitoral contra trabalhadores durante o processo eleitoral de 2026.
A possibilidade foi mencionada nesta quarta-feira (28), durante coletiva de imprensa em Brasília (DF), com representantes de órgãos federais que discutiram medidas para combater ameaças, constrangimentos e demissões motivadas por preferências políticas.
A proposta é inspirada na chamada lista suja do trabalho análogo à escravidão, mantida pelo Ministério.
A iniciativa continua em estudo e funcionaria como um mecanismo de transparência, permitindo que a sociedade conheça empresas envolvidas nesse tipo de prática.
A eventual divulgação não teria caráter de punição, mas serviria para dar visibilidade aos casos identificados pelas autoridades trabalhistas.
Durante a coletiva, as autoridades informaram que o país contabiliza 3.080 denúncias de assédio eleitoral relacionadas ao processo eleitoral de 2026.
Desse total, 1.140 foram registradas nos três dias seguintes ao segundo turno.
O aumento dos relatos levou o MTE a determinar prioridade absoluta para as denúncias relacionadas ao tema.
Segundo Luiz Marinho, auditores fiscais do trabalho dos 27 estados foram orientados a concentrar esforços na apuração das ocorrências.
“Vamos proteger os trabalhadores dessa violência de ameaça de demissão pela opção que ele teve em relação ao voto.
Vai ser uma verdadeira força-tarefa do ministério”, afirmou.
O ministro também destacou que trabalhadores demitidos por motivação política devem ter seus direitos reparados.
“Se demitiu, tem que reintegrar.
Se não reintegrar, tem que indenizar”, declarou Marinho.
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