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Lula terá apoio fiel de apenas 1 em cada 4 deputados no quarto mandato, diz Diap

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Lula terá apoio fiel de apenas 1 em cada 4 deputados no quarto mandato, diz Diap

A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato será seguida por uma disputa por apoio no Congresso.

Embora o presidente tenha condições de construir uma maioria ampla na Câmara dos Deputados, apenas um em cada quatro parlamentares é considerado um aliado estável do governo.

A avaliação é do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que examinou a composição do Legislativo eleito em outubro.

Segundo o levantamento, Lula terá 124 deputados de apoio consistente, o menor contingente identificado pela entidade desde o início do governo Fernando Collor, em 1990.

O principal desafio será transformar o grupo de parlamentares dispostos a negociar em uma base capaz de sustentar votações importantes, especialmente as relacionadas à política econômica, ao Orçamento e às reformas defendidas pelo Executivo.

Leia também Líderes do PL citam ‘total apoio’ a Flávio: ‘Seguiremos firmes ao lado do senador’ Senador entrou na Argentina usando o passaporte italiano e depois embarcou em avião que passou pelo Equador antes de chegar na Flórida Tarcísio diz entender “indignação” de Flávio, mas pede respeito às urnas Declaração ocorre após Flávio questionar sem provas o resultado da eleição e se apresentar como “líder do Brasil” em carta divulgada nos Estados Unidos após derrota para Lula O Diap identifica 246 deputados nessa condição, classificados como de apoio condicionado.

Somados aos 124 aliados mais próximos do Planalto, eles representam um universo potencial de 370 votos, ou 72,1% da Câmara.

A projeção supera os 299 deputados que integravam essas duas categorias no começo do terceiro mandato de Lula, em 2023.

A diferença é que o presidente terá agora menos aliados considerados permanentes e precisará negociar com um número maior de parlamentares.

PL terá mais espaço para pressionar o governo O crescimento do PL altera as condições de atuação da oposição.

O partido de Flávio Bolsonaro, derrotado na eleição presidencial, conquistou a maior bancada da Câmara, com 121 deputados, e também liderará a representação no Senado.

O tamanho das bancadas poderá garantir à legenda maior participação no comando de comissões, além de ampliar sua capacidade de convocar integrantes do governo, fiscalizar políticas públicas e articular investigações parlamentares.

No Senado, a situação é especialmente delicada para Lula.

O Diap classifica 34 dos 81 parlamentares como integrantes da oposição, o maior número registrado na série histórica da entidade.

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