Lula diz que ministro do STF não pode ocupar cargo para ficar rico
A disputa interna no Supremo Tribunal Federal sobre o acesso a documentos da investigação do Banco Master ganhou novo capítulo neste sábado (12), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que ministros da Corte precisam ter uma conduta compatível com a dimensão do cargo e que ninguém deve ocupar uma cadeira no tribunal com objetivo de enriquecimento.
Durante um ato político em Curitiba (PR), Lula afirmou que o Supremo exige dedicação integral de seus integrantes.
“ Aquilo é um sacerdócio ”, disse o presidente ao defender que ministros tenham um padrão de comportamento acima da média da sociedade.
A declaração ocorreu no momento em que o STF enfrenta uma disputa sobre a divulgação de informações relacionadas à operação Compliance Zero, investigação que envolve o Banco Master e diferentes autoridades.
LEIA TAMBÉM: Crise no STF: entenda as 3 decisões de Fachin sobre Alexandre de Moraes, André Mendonça e Flávio Dino Lula afirmou que conversou com o presidente da Corte, Edson Fachin, sobre vazamentos de investigações em andamento.
Para o presidente, documentos judiciais não podem ser apresentados ao público apenas em partes selecionadas.
“Eu pedi para liberar todo o processo”, afirmou.
O pedido de Lula acontece após decisões que ampliaram o acesso a procedimentos que estavam sob sigilo.
Entre eles está uma investigação sobre o financiamento da cinebiografia Dark Horse , projeto relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo informações da investigação citadas no processo, a Polícia Federal apura a participação de Flávio Bolsonaro na captação de recursos para a obra, com ligação ao empresário Daniel Vorcaro.
A apuração também menciona a administração posterior dos valores pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
A Procuradoria-Geral da República havia solicitado a abertura integral dos autos por considerar que a divulgação anterior não abrangia todos os procedimentos relevantes da investigação.
Com a retirada de sigilos, também passaram a aparecer processos envolvendo outros nomes, como Ciro Nogueira (PP-PI), Jaques Wagner (PT-BA) e Cláudio Castro , em investigações com diferentes linhas de apuração.
No mesmo contexto, Lula voltou a defender a discussão sobre mandatos para ministros do STF.
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