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Política

Gladson Cameli está inelegível e não pode disputar vaga no Senado

Poder360 ·

O ex-governador do Acre, Gladson Cameli (PP), teve o registro de candidatura ao Senado negado pelo TRE-AC (Tribunal Regional Eleitoral do Acre).

Em decisão unânime, a Corte entendeu que ele está inelegível segundo as regras da Lei da Ficha Limpa.

Cameli é líder nas pesquisas de intenção de voto para o Senado no Estado.

O ex-governador tem 24% das intenções de voto.

Os resultados da pesquisa Quaest, divulgada em 27 de agosto, consideram só respostas para a 1ª vaga e, depois para a 2ª.

Depois de Cameli, os outros candidatos têm: Márcio Bittar (PL): 16%; Jorge Viana (PT): 15%; Mara Rocha (Republicanos): 10%; Sérgio Petecão (PSD): 7%; Eduardo Velloso (Solidariedade): 4%; Júnior Feitosa (DC): 1%; Inácio Moreira (Psol): 1%; Branco/nulo/não vai votar: 8%; Indecisos: 14%.

CONDENAÇÃO DE CAMELI O TRE-AC levou em conta a condenação de Cameli pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) a mais de 25 anos de prisão em maio deste ano.

A sentença foi por crimes como organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitação.

A defesa ainda tenta reverter a condenação no Supremo Tribunal Federal.

Os advogados sustentam que Cameli deveria ter direito a uma 2ª instância para revisar o caso e que a inelegibilidade só poderia ocorrer depois do trânsito em julgado.

O argumento não convenceu o relator do processo eleitoral, juiz Thalles Vinícius Sales.

Segundo ele, a condenação por um órgão colegiado já é suficiente para aplicar a Lei da Ficha Limpa.

Sales destacou que o foro por prerrogativa de função está previsto na Constituição.

Por isso, a Justiça Eleitoral não pode afastar seus efeitos pelo fato de o STJ ter julgado Cameli diretamente.

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