Trump culpa assessores por estratégia vacilante antes das eleições de meio de mandato
WASHINGTON, 17 Out (Reuters) – O presidente dos EUA, Donald Trump, está culpando assessores de alto escalão e estrategistas políticos pela estratégia vacilante para as eleições de meio de mandato, questionando os gastos com a campanha, criticando o redesenho dos distritos eleitorais e questionando as escolhas dos candidatos, enquanto os republicanos lutam para manter o controle do Congresso, afirmaram três pessoas a par das discussões internas.
Trump não está na cédula eleitoral de 3 de novembro, mas diz repetidamente aos apoiadores para fingirem que ele está, na esperança de mobilizar eleitores que, de outra forma, poderiam deixar de votar.
Leia também: Trump suspende sanções e tarifas à Rússia pouco antes de lei entrar em vigor Ele embarcou em uma agenda frenética de campanha, ao mesmo tempo em que evita, em grande parte, reconhecer seu próprio papel na definição da estratégia e como sua impopularidade está pesando sobre os candidatos republicanos em disputas acirradas.
Grande parte do atrito tem se concentrado em James Blair, o assessor de longa data que dirige o super PAC de Trump, o MAGA Inc., e na chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, que até agora havia escapado em grande parte das críticas.
Trump criticou a forma como Blair administra os fundos de campanha, enquanto alguns funcionários da Casa Branca e aliados questionaram a supervisão de Wiles sobre a operação política.
Enquanto Trump questiona por que os gastos com a campanha não conseguiram melhorar os números das pesquisas dos republicanos, seus assessores também estão se culpando mutuamente.
Wiles apontou Blair, enquanto Blair culpou a equipe de assuntos legislativos da Casa Branca, disse uma das pessoas.
“O que está realmente acontecendo é um ‘pelotão de fuzilamento circular’”, disse a fonte.
Leia também: Lagarde diz que choque de energia é “grande demais para ser ignorado” As pesquisas de opinião sugerem que os democratas conquistarão a Câmara dos Deputados, enquanto a disputa pelo Senado continua acirrada demais para se prever o resultado.
Perder a Câmara prejudicaria a agenda legislativa de Trump nos dois últimos anos de seu mandato e daria aos democratas o poder de intimar testemunhas para investigar seu governo.
Trump defendeu Wiles na sexta-feira, chamando-a de “inteligente” e “dura” e afirmando que ela permaneceria no cargo.
“Susie está aqui e vai ficar aqui por muito tempo”, disse ele.
O porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, rejeitou a caracterização dada pelas fontes, dizendo que se tratavam de “especialistas de poltrona divulgando suas especulações infundadas”.
Wiles não respondeu a um pedido de comentário.
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