Terapia com luz vermelha em casa funciona de verdade? Veja o veredito de dermatologistas
Basta dar uma olhada nas redes sociais para encontrar celebridades e influenciadores exibindo máscaras reluzentes e capacetes de LED futuristas. O mercado de dispositivos de terapia com luz vermelha (TLV) para uso doméstico explodiu, prometendo desde a diminuição de linhas finas até a melhora da firmeza da pele. Mas fica a dúvida: esses aparelhos realmente entregam resultados no dia a dia ou apenas garantem uma selfie estilosa?
A terapia com luz vermelha utiliza baixos níveis de luz visível ou infravermelha próxima, geralmente em comprimentos de onda de 630 a 700 nanômetros. Ao contrário dos raios ultravioleta (UV), que causam envelhecimento precoce e aumentam riscos à saúde, o LED atua por meio de um processo chamado fotobiomodulação.
"A luz vermelha demonstrou reduzir a inflamação da pele e estimular os fibroblastos a produzir colágeno, o que pode reduzir e prevenir rugas e melhorar a textura da pele" , afirmou a dermatologista Blair Murphy-Rose à ' Vogue '.
A tecnologia, inclusive, tem raízes históricas curiosas. A médica dermatologista, Whitney Bowe , lembrou que os benefícios de cicatrização foram observados ainda no final da década de 1980, com uma contribuição acidental da NASA : "Quanto maior o comprimento de onda (ou seja, luz vermelha), mais profunda é a penetração na pele. As luzes LED vermelhas induzem mudanças na pele por meio de um processo conhecido como fotobiomodulação, que não requer lesão ou trauma".
Essa é uma das principais questões para quem pensa em investir no produto. A resposta curta é que os aparelhos domésticos funcionam como excelentes aliados de manutenção, mas possuem intensidade menor.
A médica dermatologista, Kristina Collins , alertou para a importância de manter os pés no chão quanto aos resultados. "Os dispositivos de terapia com luz vermelha para uso doméstico podem ser benéficos para manter a saúde da pele, mas não são tão potentes — ou tão eficazes — quanto os tratamentos realizados em consultório. Basta manter as expectativas realistas. Os resultados tendem a ser mais graduais e sutis do que os obtidos com dispositivos de uso profissional" , ressaltou.
Por outro lado, a praticidade e a economia a longo prazo compensam para muitos entusiastas de skincare. Segundo Laurence Newman , fundador e CEO da CurrentBody , "embora os tratamentos com LED em clínicas sejam eficazes e populares, os dispositivos para uso doméstico são uma forma muito mais econômica e conveniente de utilizar a tecnologia LED . Você pode usá-los com mais frequência em casa, resultando em melhores efeitos a longo prazo na pele" , explicou.
Nesse sentido, a enfermeira certificada Natia Rufolo complementou que a evolução dos modelos trouxe soluções cada vez mais focadas em necessidades específicas. "Vemos dispositivos muito mais específicos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.