Brasil e China: futuro da segurança alimentar passa por Amazônia e Cerrado
Em 2024, Brasil e China celebraram 50 anos de relações diplomáticas e elevaram a parceria ao patamar de uma “comunidade de futuro compartilhado por um mundo mais justo e um planeta mais sustentável”.
Hoje, os dois países ocupam posições centrais no tabuleiro geopolítico internacional.
São parceiros nos Brics e no G20, atuam em defesa do multilateralismo em um momento de crescente fragmentação global e mantêm uma relação comercial estratégica.
Desde 2009, a China é a maior parceira comercial do Brasil, e o comércio bilateral cresceu de forma consistente na última década.
Entre os produtos agrícolas desta relação, soja, milho, carne bovina, frango e algodão se destacam e, em praticamente todas essas cadeias, o Brasil se tornou o maior fornecedor da China no mundo.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas Essa centralidade compartilhada, porém, ocorre em um momento em que alguns dos desafios mais urgentes da humanidade — segurança alimentar, estabilidade climática e resiliência das cadeias produtivas — estão sendo agravados pelas mudanças do clima em uma velocidade maior do que a capacidade de resposta de muitos governos.
Uma nova nota técnica do IPAM e da EEI (Evergreen Environmental Institute, parceiro chinês do estudo) mostra a dimensão desse desafio.
Até 2030, mais da metade das fazendas na fronteira entre Amazônia e Cerrado poderá enfrentar risco crescente de quebra de safra sob as condições climáticas atuais.
Até 2060, esse percentual poderá chegar a 74%.
Para a China, esse não é um problema distante.
Com apenas 15% de autossuficiência em soja e uma dependência estrutural de proteínas e grãos importados, a segurança alimentar chinesa está, na prática, conectada à capacidade do Brasil de manter condições ambientais adequadas para produzir alimentos.
O 15º Plano Quinquenal chinês coloca o aumento da autossuficiência e da segurança alimentar entre as prioridades do país.
Enquanto essa transição avança, a China continuará profundamente integrada às cadeias globais de alimentos – e, portanto, à capacidade de países como o Brasil de produzir de forma sustentável.
E isso significa proteger os ecossistemas que sustentam a própria agricultura.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.