A vontade de vida
Enquanto motosserras e queimadas representam pulsão de morte, a vontade fundamental de vida segue sua premissa natural de resistir e prevalecer.
O contexto denuncia o erro de abordar a pauta ambiental apenas pela lógica das perdas.
Desmatamento, degradação e destruição dominam debates e manchetes; é a morte.
Os dados divulgados pelo MapBiomas neste Dia da Árvore, porém, trazem uma dimensão negligenciada: a capacidade da natureza de se recuperar; é a vida.O cenário entre os dois extremos, em direções complementares, indica a verdade prevalecente do "romance astral" dos vedas, no qual o bem e o mal se abraçam.
A história recente da Mata Atlântica revela, para além dos danos acumulados, o potencial da restauração como o futuro possível.Entre 1985 e 2025, o bioma perdeu 9,7 milhões de hectares de florestas tidas como "maduras", aquelas preservadas desde o início dos 40 anos de monitoramento.
É uma marca capaz de explicar o fato de a Mata Atlântica continuar sendo o bioma com menor proporção de vegetação nativa remanescente, ou 32% de seu território.
Ao mesmo tempo, mais de 8 milhões de hectares de vegetação secundária surgiram, resultantes de regeneração natural e táticas eficientes de recuperação ambiental.
Hoje, um em cada quatro hectares de vegetação nativa existente é composto por florestas em processo de recuperação, sinalizando o quanto a vida pede passagem.A regeneração natural é prova do sucesso da conservação, do planejamento de longo prazo e do uso eficiente da terra, produzindo efeitos expressivos.
Nesta nova seara, a agricultura é plena no atributo do equilíbrio: avança sobre áreas naturais enquanto ocupa pastagens degradadas.Mas não se pode ignorar um aspecto de alerta trazido pelo estudo: o desmatamento recente passou a mirar justamente as áreas que estavam se recuperando, interrompendo o ciclo necessário para que a floresta recupere sua complexidade ecológica plena.
É essencial, pois, evitar novas perdas de vegetação nativa, tanto madura quanto secundária.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.