A pequena praia em Vitória que virou refúgio de aves e tartarugas
Ao lado do Píer de Iemanjá, em Vitória, existe uma pequena área que muita gente talvez olhe sem perceber sua importância.
Para alguns, pode parecer apenas um trecho de lama exposto na maré baixa.
Mas na realidade é um dos pontos mais interessantes da cidade para observar aves costeiras e migratórias.
Foto: Leonardo Merçon / Instituto Últimos Refúgios Fica à direita de quem chega ao píer, em uma pequena prainha voltada para o Canal de Camburi.
Ali, quando a maré baixa, aparece um banco de lama rico em invertebrados.
É justamente essa vida pequena, muitas vezes invisível aos olhos de quem passa apressado, que sustenta uma movimentação impressionante de aves, peixes e tartarugas-marinhas.
Leia também: Santa Teresa recebe evento que debate o futuro da Mata Atlântica Maçaricos, batuíras, garças, socozinhos, biguás e outras aves costeiras utilizam a área para se alimentar.
Algumas são residentes.
Outras chegam de longe, em longas rotas migratórias, e encontram ali um ponto de descanso e alimentação dentro de uma cidade urbanizada.
Fotos: Leonardo Merçon / Instituto Últimos Refúgios Já registrei, por exemplo, um lindo bando de pernilongos-de-costas-negras utilizando aquela região.
Fotos: Leonardo Merçon / Instituto Últimos Refúgios Em outros momentos, com a maré mais cheia, também é possível observar tartarugas circulando por ali… muitas delas.
O local mais legal para ver tartarugas nadando que já vi.
Um grande potencial turístico.
Fotos: Leonardo Merçon / Instituto Últimos Refúgios É uma cena que me emociona justamente por acontecer em Vitória, uma capital do sudeste.
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