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Atraso na entrega de aviões custa R$ 15 bi a mais em combustível às aéreas

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Atraso na entrega de aviões custa R$ 15 bi a mais em combustível às aéreas

A demora na entrega de aviões novos está custando caro para as companhias aéreas. Os atrasos fazem as empresas manterem em operação aeronaves mais antigas, que consomem mais combustível, e acrescentam cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,6 bilhões) por ano à conta de querosene da aviação das companhias.

Os dados são de uma análise divulgada pela Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo). O número de entregas de aviões comerciais ainda está abaixo do registrado no pré-pandemia, devendo encerrar 2026 em patamares inferiores à meta.

Em 2025, foram 1.580 aviões entregues às empresas aéreas, mas ainda faltavam 529 unidades para se atingir o número ideal de crescimento e renovação das frotas, segundo a Iata. Em 2026, a previsão é que essa lacuna diminua, faltando 149 aeronaves para alcançar a meta. No ano, deverão ser entregues 2.006 aviões.

A associação ainda aponta que, mesmo com a retomada do ritmo de entregas, elas só devem ser totalmente normalizadas no começo dos anos 2030.

Para além do impacto financeiro, há o ambiental. A estimativa da associação é que os atrasos provoquem a emissão adicional de aproximadamente 12 milhões de toneladas de CO2 (dióxido de carbono) por ano. O volume equivale a 1,2% do total emitido pelo setor ou às emissões de 2,6 milhões de carros.

A renovação da frota é uma das principais formas de reduzir o consumo de combustível e as emissões da aviação. Mas a capacidade de as companhias colocarem aeronaves mais eficientes em operação depende de uma cadeia industrial que, nos últimos anos, vem enfrentando problemas de fornecimento, produção e disponibilidade de componentes.

De acordo com a Iata, dependendo do segmento, aeronaves de nova geração podem emitir entre 20% e 40% menos CO2. A redução é de:

A comparação é feita por ASK (available seat kilometer ou assento-quilômetro oferecido), uma medida usada na aviação para indicar a capacidade de transporte oferecida por uma companhia. O cálculo considera o número de assentos disponíveis multiplicado pela distância percorrida. Assim, um avião com 100 assentos que percorra 1.000 km oferece 100 mil ASKs.

Quando o indicador é usado para medir emissões, mostra quantos gramas de CO2 são emitidos para oferecer um assento durante um quilômetro de voo, permitindo comparar a eficiência energética de diferentes tipos de aeronave e operações. Segundo a Iata, a emissão média dos aviões de geração anterior fica em aproximadamente 68 gramas de CO2 por ASK nos modelos de fuselagem estreita. Nos aviões mais novos, são 52 gramas. Nos jatos regionais, a diferença é ainda maior: aproximadamente 117 gramas contra 70 gramas.

O problema não é apenas uma questão de alguns meses de espera, mas anos. De acordo com a Iata, dependendo do tipo de aeronave, uma companhia pode ter de esperar até sete anos para receber um avião encomendado. Enquanto isso, o modelo antigo, que deveria ter sido substituído, continua voando e consumindo mais combustível.

A associação estima que até 1.662 substituições de aeronaves tenham sido afetadas por atrasos até 2025.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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