Papangu refletir sobre a era da IA em novo disco mais experimental
Crédito: Rodolfo Salgueiro e Helder Bruno Enquanto a tecnologia avança sobre territórios antes reservados à experiência humana, a Papangu tornou o medo da perda de humanidade matéria-prima para sua música.
Em Celestial , terceiro álbum da banda paraibana, rituais de proteção do corpo e do espírito servem como ponto de partida para uma reflexão sobre a relação entre o homem e a inteligência artificial, além da discussão a respeito da necessidade de reafirmar aquilo que ainda nos torna humanos.
O disco expande a imagética nordestina que atravessa a trajetória da Papangu e constrói um universo próprio a partir de ritmos tradicionais, referências à literatura de cordel, às artes audiovisuais, à literatura modernista e ao realismo mágico.
No material, os elementos se articulam para criar uma narrativa sobre a iminência da perda da humanidade e a urgência de buscar proteção diante de fenômenos que já fazem parte do cotidiano contemporâneo.
Musicalmente, Celestial traduz a mesma disposição para atravessar fronteiras que marca as apresentações da banda.
Referências tão distintas quanto King Crimson , Magma , Hermeto Pascoal , Mestre Ambrósio e Oranssi Pazuzu convivem no repertório que combina o experimentalismo e Rock Progressivo da banda com a MPB, Metal extremo, zeuhl, ciranda e Forró.
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