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Putin fala em ‘crescente presença’ da OTAN em regiões próximas à Rússia

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Putin fala em ‘crescente presença’ da OTAN em regiões próximas à Rússia

O presidente russo, Vladimir Putin , alertou nesta quarta-feira (12/08) para a crescente presença da OTAN na região. “Vemos que, infelizmente, o potencial para conflitos está aumentando aqui. A OTAN está se infiltrando, novos blocos político-militares estão sendo criados. Novos sistemas de armas estão sendo implantados aqui, e há planos para implantá-los, o que também representa uma ameaça ao nosso país”, afirmou Putin.

Nesse contexto, o presidente relacionou o aumento das tensões à situação na região do Ártico e às disputas em torno do uso da Rota Marítima do Norte. Contudo, enfatizou que a Rússia permanece disposta a cooperar. “A Rússia sempre defendeu, e agora reafirma, sua prontidão para cooperar e utilizar as vantagens da Rota Marítima do Norte”, declarou.

Putin acrescentou que essa cooperação deve ser desenvolvida “dentro da estrutura do direito marítimo internacional vigente”, destacando o interesse da China, da Índia e de outros países em participar de projetos relacionados a essa rota. “Certamente, acolheremos com satisfação o trabalho conjunto com nossos amigos, bem como com todos os países que desejam participar dessa importante e promissora tarefa de expansão da logística global”, afirmou.

O chefe do Kremlin supervisionou nesta quarta-feira a fase final das manobras em larga escala da Frota do Pacífico, após chegar a Yuzhno-Sakhalinsk no dia anterior para observar os exercícios. Durante seu discurso, o presidente avaliou a prontidão das forças navais russas, a situação política e militar na região da Ásia-Pacífico, as relações com o Japão , a cooperação em relação à Rota Marítima do Norte e as recentes medidas tomadas por alguns países ocidentais contra navios mercantes russos.

Putin observou que os exercícios têm como objetivo manter a prontidão de combate da Frota do Pacífico e fortalecer a segurança da Rússia na região. “Esse tipo de atividade, como os exercícios que estamos discutindo agora, é necessário tanto para manter a prontidão de combate da frota quanto para proteger os interesses e a segurança do nosso país na região da Ásia-Pacífico como um todo, bem como para aprimorar todo o componente militar russo”, afirmou.

O presidente russo também enfatizou que as Forças Armadas devem levar em consideração a experiência adquirida durante a operação militar especial.

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