Getty Images entra com pedido de recuperação judicial nos EUA
Fotografia analógica.
Madson Dias/Arquivo Pessoal A empresa americana de fotografia Getty Images entrou, nesta quarta-feira (21), com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, como parte de um plano para reestruturar suas dívidas e fechar seu capital.
“A empresa iniciou um processo para obter a aprovação formal de um plano de reorganização acertado previamente com seus principais credores e investidores.
Para colocá-lo em prática, recorreu ao Tribunal de Falências dos Estados Unidos para o Distrito de Delaware, envolvendo algumas de suas empresas no país”, informou a companhia em comunicado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A companhia, que mantém parcerias com empresas de mídia, já havia anunciado neste mês um acordo com seus principais credores e investidores para realizar a reestruturação por meio de um Chapter 11 (Capítulo 11) previamente negociado.
Capítulo 11: entenda o que é o mecanismo e a diferença para a recuperação judicial brasileira Pelo acordo, membros da família Getty e empresas ligadas à Koch Equity Development investirão até US$ 533 milhões (R$ 2,67 bilhões) na empresa.
O plano também prevê uma redução significativa de suas dívidas.
Agora no g1 A Getty Images espera concluir a reestruturação financeira até o fim do ano, após obter as aprovações regulatórias necessárias.
A empresa informou que continuará funcionando normalmente durante o processo.
Em email enviado a colaboradores, a companhia também afirmou que "não haverá nenhum impacto no envio de conteúdos, ou mesmo sobre atividades de licenciamento de conteúdo, suporte aos colaboradores ou os pagamentos de royalties".
"É importante ressaltar que continuaremos a promover e licenciar o conteúdos dos colaboradores e a atender clientes em todo o mundo normalmente", disse a Getty Images no comunicado.
A reestruturação terá financiamento de até US$ 143 milhões (R$ 716,9 milhões) da Koch Equity Development.
Ao fim da reestruturação, a Getty Images passará a ter capital fechado e será controlada pelos investidores responsáveis pelo novo aporte.
A companhia também está em processo de saída da Bolsa de Nova York, que iniciou no fim de setembro os procedimentos para retirar suas ações de negociação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.