'Alexandre de Moraes vai ter que me prender para me calar', diz Silas Malafaia após abertura de ação penal no STF
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O pastor Silas Malafaia voltou a afirmar que é alvo de perseguição política e religiosa do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes . "É típico dele querer intimidar. Ele vai ter que me prender para me calar. Vai prender líder religioso? Vai ter que ter muita coragem", diz o pastor à coluna.
Malafaia se manifestou após o STF formalizar na terça (18) a abertura da ação penal contra ele pelo crime de injúria contra o Alto Comando do Exército.
A denúncia foi apresentada à corte pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet . O caso teve origem em uma representação feita pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva , após um discurso do pastor em ato na avenida Paulista , no ano passado.
Em 6 de abril de 2025, do alto do carro de som, o líder religioso afirmou: "Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição".
Parte dos ministros entendeu que não houve indícios de calúnia, quando há acusação falsa de crime, mas que as declarações podem configurar ofensa à honra, o que levou ao recebimento da denúncia por injúria.
Malafaia diz que nunca citou o nome de Tomás Paiva e que fez uma crítica de forma genérica. "O PGR [Gonet] apresenta a denúncia como se eu tivesse citado o comandante. E isso é uma inverdade", afirma.
O pastor também questiona o motivo de o caso ser encaminhado ao STF, uma vez que ele não possui foro privilegiado. "Em vez de me mandar para a primeira instância, me manda para o Supremo. Por quê? Se eu não tenho foro privilegiado", indagou.
Malafaia diz ainda não entender por que o episódio foi incluído no inquérito das fake news e questiona a relação do caso com a investigação.
"O que tem a ver com fake news? Era uma manifestação em ato público. O jogo [deles] é me incriminar. É perseguição política e religiosa."
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