Citi: Bolsa está barata também lá fora, e investidor deve tomar dois cuidados
O ano de 2026 empilhou motivos para o investidor sair da bolsa, entre conflito geopolítico, petróleo mais caro, tarifas de volta e dúvidas sobre os investimentos pesados em inteligência artificial.
Mas nada disso derrubou os mercados por muito tempo, em boa medida porque os lucros das empresas cresceram muito e sustentaram os preços.
Agora, com a temporada de balanços praticamente encerrada, o Citi lista suas apostas nos mercados internacionais.
A primeira aposta é a preferência por ações, com escolha de empresas que têm contas sólidas e motivos claros para os lucros crescerem.
Nas contas do Citi, os lucros cresceram cerca de 27% em um ano no primeiro trimestre e pouco mais de 30% no segundo, sem contar duas das maiores empresas de tecnologia.
O banco credita a maior parte desse avanço aos gastos com inteligência artificial, aos ganhos de produtividade e ao movimento mais amplo de adoção da tecnologia.
Como os lucros subiram mais rápido que os preços, as ações ficaram mais baratas em vez de mais caras.
“O crescimento dos lucros fez o trabalho que a expansão de múltiplos fazia em ciclos anteriores”, dizem os estrategistas em relatório, em referência às altas que vinham da disposição do investidor em pagar mais caro pelo mesmo lucro.
Para o banco, o resultado desse descompasso abre espaço para tomar risco em bolsa.
“A diferença entre o valuation das ações e o da renda fixa cria um ponto de partida construtivo para risco em ações”, afirmam.
No desempenho por classe de ativo, o petróleo Brent lidera o ano com alta de 54,1%, puxado pela falta de oferta que veio do conflito no Oriente Médio, movimento que sustentou as bolsas de países emergentes que produzem petróleo.
Entre as ações do resto do mundo, os mercados asiáticos ligados à inteligência artificial avançam 22,7%, os EUA sobem 13,1% e a Europa acumula 11,6%.
Mesmo assim, a maior parte das bolsas ainda opera abaixo das máximas de 2026, ressalta do Citi.
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