Milei volta a atacar Lula a seis dias das eleições no Brasil
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O presidente da Argentina , Javier Milei , voltou a lotar suas redes sociais com ofensas ao seu homólogo do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ), a seis dias do segundo turno das eleições . O pleito, considerado decisivo para consolidar a onda de ultradireita na América do Sul , ocorre no próximo domingo (25).
Dentre os ataques, o ultraliberal insinua que a votação poderia ser roubada e chama o petista de "esquerdista ladrão", repetindo a ofensa dirigida ao brasileiro no lançamento da candidatura de seu aliado Flávio Bolsonaro ( PL ), no final de julho.
Na ocasião, a ofensiva levou à maior crise da história recente entre as duas nações e ao rebaixamento das relações bilaterais . Agora, o Itamaraty voltou a se pronunciar, afirmando que as declarações são uma "inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro".
"O presidente da República Argentina reitera mentiras difundidas por aqueles que perderam as eleições e protagonizaram o golpe militar fracassado, há quatro anos. Essa antidemocrática manifestação é inaceitável, desequilibrada, e não condiz com a postura que deve ter o chefe de Estado de um país amigo", afirmou a pasta.
A nova rodada de ofensas começou na noite de segunda-feira (19), quando Milei publicou um trecho do debate da véspera no qual o petista afirma que Flávio perderia a imunidade parlamentar junto com as eleições.
"Você vai ter problemas, porque a sua vida tem muito inquérito que agora vai andar. Se os seus amigos não estão deixando andar, agora vai andar", disse o presidente brasileiro no confronto promovido pela Band.
"Em ação aqui o autoritário que o progressismo local tanto gosta", comentou Milei em sua conta no X. De acordo com uma pesquisa da empresa Zuban Córdoba feita semanas após a retomada dos ataques contra Lula, no final de julho, 70,5% dos argentinos reprovam o comportamento do ultraliberal em relação ao petista.
Em outra publicação envolvendo o Brasil, feita na manhã desta terça (20), Milei critica uma análise publicada no jornal La Nacion sobre a estratégia de Flávio de se posicionar atrás de Lula durante o debate.
"Por trás das trocas de farpas entre o presidente de esquerda e o senador de extrema direita, uma das principais estratégias da noite ocorreu fora dos discursos: transformar cada reação, careta e provocação em um vídeo viral para as redes sociais", diz a postagem.
"Outro esquerdista recalcitrante escrevendo para o ex-jornal", afirma o presidente argentino, que chama o veículo de "pasquim de esquerda". "Chamar Bolsonaro de extrema direita é coisa de esquerdista radical", diz.
Até o final da tarde desta terça, a última publicação envolvendo Lula é um corte de uma entrevista do presidente brasileiro sobre a escala de trabalho 6x1 , extinta no Brasil na última sexta-feira (16) .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.