TMDQA! Entrevista: Victor Franciscon e Fabrício de Souza falam sobre “Powerplant”, novo EP do Garage Fuzz
Divulgação Por Mayse Bertani Em plena celebração dos seus 35 anos de estrada, o Garage Fuzz acaba de lançar Powerplant , terceiro EP da atual formação da banda com Victor Franciscon nos vocais.
O trabalho reúne cinco faixas inéditas e uma nova gravação de “Jaded”, apresentada originalmente em Grawlix (2024), dando sequência ao repertório construído pela formação mais recente do grupo sem abrir mão dos elementos que consolidaram a banda como um dos nomes fundamentais do hardcore melódico brasileiro.
Gravado no estúdio OddSounds, em São Paulo, e produzido por Gustavo Scaranelo , Powerplant combina músicas rápidas, riffs marcantes e agressividade melódica com momentos mais cadenciados, abertos a arranjos instrumentais e diferentes camadas de guitarra.
Continua após o vídeo O título do EP sugere uma usina em funcionamento contínuo, com energia sendo produzida, acumulada e distribuída, mas também o risco de que a corrente ultrapasse o limite de quem tenta suportá-la.
É essa imagem que atravessa as faixas do disco, que observam o desgaste mental produzido pela vida urbana, a repetição exaustiva das rotinas e a cobrança por produtividade, propondo, ao mesmo tempo, a ruptura de hábitos e a criação de vínculos verdadeiros como forma de respirar sob as pressões do capitalismo contemporâneo.
Formada em Santos em 1991, a banda ajudou a desenhar a linguagem do hardcore melódico no Brasil ao aproximar a urgência do punk e do hardcore de melodias autorais e de uma energia visceral nos palcos.
Hoje, o grupo é formado por Victor Franciscon, Wagner Reis , Nando Bassetto , Fabrício de Souza e Daniel Siqueira .
Para falar sobre o processo de criação de Powerplant , os temas que atravessam o EP e o significado de lançar um novo trabalho em meio à celebração de 35 anos de carreira, o TMDQA! conversou com Victor e Fabrício.
Confira a entrevista completa a seguir! TMDQA! Entrevista Garage Fuzz TMDQA!: Quais as influências nas composições do novo EP? Tem alguma coisa de novo que vocês trouxeram, de diferente, para o que os fãs estão acostumados? Fabrício: A música “Flashpoint” foi praticamente composta pelo Victor.
Ele fez a música, mandou para a gente com as bases e com as vozes.
Eu escutei, achei a música muito boa, me juntei com o pessoal da banda e cada um foi colocando a sua parte: os arranjos de guitarra, os arranjos de baixo, o Daniel colocou a linha de bateria dele, e a gente foi somando em cima da composição dele.
A “Powerplant” foi uma música que eu queria dar continuidade àquela do Victor.
Falei: “vou fazer mais umas bases, mais uns arranjos para a música”.
Só que, quando levei para o ensaio, a música já estava praticamente pronta.
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